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31 Januar Liberte-se!"Ninguém liberta ninguém. Ninguém se liberta sozinho. As pessoas se libertam em comunhão." - Paulo Freire
"É a mais pura verdade! Cada pessoa com que interagimos nos ensina alguma coisa, acrescenta algo ( portanto nos ajuda neste processo de libertação ) Mesmo se não tivermos consciência, mesmo assim estaremos nos aproximando mais do verdadeiro "eu".. Tenho esta consciência ..." Ser "tia" é uma opção salarial?Pergunta elaborada por um usuário do Y!Respostas: "Será que o professor conhece sua força e importância dentro da sociedade?"
25 outubro 2006 - Antes de cobrar, o professor tem que se valorizar e não ficar esperando pelo Gov. Tem que fazer a parte que não fazem como profissionais. As escolas recebem várias ofertas de cursos promocionais de atualização gratuitos ou financiados pela instituição e ninguém quer ir - ficam no empurra-empurra. Muitos desses professores e professoras, de Educ infantil e do ensino fundamental, mal sabem ler e escrever, além de abominar a informática. Como podem reivindicar valor e respeito? Conheço escolas que estão com o lab. de informática abandonado - outros por fechar - porque nenhuma professora ou professor se habilita, por não ser de interesse pe$$oal.
O que dizer de uma categoria que não batalha por um órgão de aconselhamento ou uma associação?? Não temos nenhum tipo de apoio, orientação e proteção à classe, sabia? A Pedagogia é órfã em todos os sentidos por falta de união de seus próprios membros. Fundar mecanismos de proteção à classe profissional não é função nem de interesse governamental. Todos os profissionais evoluem. Só os professores estão sempre na mesmice. É inconcebível que em era de avanço tecnológico, algumas ainda sintam saudades do "Caminho Suave". É um absurdo que li aqui mesmo no YR. Isso nada tem a ver com Gov. Tem a ver com mentalidade e acomodação de cada um. Ainda existe o quadro-de-giz por que, se tantas professoras e professores sofrem de alergia devido ao pó?? Tem certeza que é por causa do Gov.? Alguém já questionou isso? (eu sei, mas não é caso agora.) Se trabalham como "tios e tias" só podem ser tratados como tais. "Tios e tias" não precisam ser bem pagos: um agradinho está bom. "É um prazer!" E prazer não se remunera. Não é assim que muitas "ditas" professoras fazem questão de ser tratadas? Algumas chegam a dizer que choram quando chega o final do ano pela separação de seus "sobrinhos". Isso é carência pessoal! Deveriam chorar pela emoção do dever social e profissional cumprido. Afetividade cabe em qualquer profissão - tem que se amar o indivíduo como parte da sociedade e não como familiar com sentimentalismo piegas. Então ... Enquanto forem "parentes" deveram se contentar com ninharias, agradinhos. Para cuidar nem precisam gastar com faculdade porque não têm aproveitado o que lá é ensinado. A educação formal exige muito mais que "cuidar": precisa de técnica, arte, ciência, profissionalismo, seriedade. Quando abandonarem o pieguismo e o "parentesco", aí sim, saberão reivindicar seus direitos como profissionais de qualidade e terão direito a eles. Não estamos no tempo em que Getúlio Vargas mandava queimar os livros para impedir que o conhecimento chegasse a todos. Estamos sim, “deitados no berço esplêndido da 'ditadura do comodismo e da irresponsabilidade'” , hoje, sinônimo, de indolência, de individualismo, do "laissez faire" (deixa rolar) pois, com acesso livre ao conhecimento e Governos tão democráticos, liberais e flexíveis como esses que temos tido, o professor poderia fazer maravilhas, se quisesse mostrar o seu valor. Falar que o Gov quer ignorantes, é herança de mentalidade retrógrada e muito comodismo por parte de professores que se fazem de vítimas sabendo que não é assim. A Educação é setor de grande importância e respeito e não um refúgio de donas-de-casa como vem acontecendo. Precisa ser levada a sério com estudo, pesquisas, dedicação e não se contentar em apenas "papagaiar" Paulo Freire sem nem ao menos saber interpretar o que ele diz. Bons profissionais existem, entretanto não são vistos a olho nu porque estão encobertos por aqueles que mamam na teta do Gov, cheios de má-vontade. Os realmente responsáveis pelo futuro do país migram para escolas particulares, empresas ou Ongs - locais onde há PROFISSIONAIS com RESPONSABILIDADE SOCIAL, PARTICIPAÇÃO E COMPROMETIMENTO; onde são reconhecidos porque realmente trabalham. A escola não precisa de "mães" nem de "tias" mas, de profissionais competentes. Quando o novato ou novata chega à escola com sugestões modernas e práticas, o veterano (literalmente de braços cruzados) manda esquecer e se adaptar à situação vigente de marasmo e mesmice. E isso não acontece somente em uma ou outra escola de rede, mas em muitas delas. Essa é a mentalidade do professor brasileiro de rede pública que, além de se desvalorizar, leva junto o próprio colega. Numa sociedade, cada um deve fazer a sua parte. Na comunidade educacional, o governo deve fazer 100% do que lhe é atribuído, os pais 100%, os alunos 100% e os professores 100%. Como estamos falando em professores, estes não têm feito a sua parte. Um professor para ser valorizado só precisa conhecer bem o conteúdo a ser ensinado e ter a quem ensinar. Se o trabalho for de qualidade, a própria sociedade se mobilizaria em favor. O resultado desse trabalho - seja positivo ou negativo - se reflete em cada casa, no seio de cada família. Então, como defender profissionais que não se preocupam com a sua função? Salário baixo não é justificativa. Se assim fosse, não haveria mais nenhuma escola de Pedagogia ou ninguém mais participaria de concursos para professores. Esse negócio de dizer que ama o que faz com pieguice não corresponde a Paulo Freire. Vejo como uma ocupação cômoda e que, certamente, deve beneficiar de alguma forma tanto o gov como professores. Os “trocadinhos” recebidos correspondem aos estragos que vemos. O profissional que valoriza sua profissão briga por ela. Os professores não exigem do governo por não terem o que barganhar que é a qualidade profissional. Veja as outras classes/categorias como são organizadas e dinâmicas. As primeiras providências contributivas do Governo para melhoria da Educação nacional devem ser: :: aumento da carga horária da Língua Portuguesa, enfatizando "Leitura e Interpretação de textos" :: exigência de obrigatoriedade do ensino de Informática no Curso Superior Normal e de Pedagogia - como disciplina reprovatória. P.S. O professor e a professora como profissionais responsáveis são autoridades formal do saber: não são pai nem mãe. Não confundir com "familiarismo genético" que era (e ainda é) usado como estratégia para se manter o respeito entre o professor e o aluno. Esse conceito não deveria existir mais. É justamente essa mentalidade cômoda e fantasiosa que deve ser abolida. Os tempos e os valores são outros: o aluno deve respeitar o professor como autoridade do ensino, como pessoa, ser humano e profissional e, não por uma questão "sanguínea". O professor deve ver o aluno como um ser social e não como um familiar. Se não for parente não se respeita??!! Cada um na sua função e no seu papel. Quem tem que ditar a ordem são os donos do saber. Eles que têm que modificar a mentalidade dos governantes utilizando as ferramentas do conhecimento - arma de poder eficaz. Como afirmar que é desejo do Gov esse tipo de situação se não há tentativas de melhora por parte da classe? Tudo balela, justificativa cômoda, além de inaceitável porque quem manda é o povo e, na Educação, nesse caso, o povo é representada pela VOZ DO PROFESSOR. A exemplo de outros movimentos de arte, sem-terra, agricultores, industriais, cineastas - quando foi que um grupo significativo de professores foi à Brasília reivindicar qualidade no ensino (e não salário), hein? Vc se lembra??? Eu não!! Airaê Soares - Direitos reservados
<>`:´<> Familiarismo na educação escolar
Ludicidade: brincar para aprender
30 junho de 2006:: Nossa essência está em segundo plano porque temos que seguir regras e leis impostas pelo ambiente em que vivemos. Construímos posturas que agradam a outros - ou seremos marginalizados. Sendo assim, a oportunidade de expansão e exteriorização do nosso eu está nos jogos e brincadeiras lúdicas. Na questão da disciplina, nota-se a importância das brincadeiras infantis e dos jogos que as crianças utilizam supervisionados por adultos - ferramentas cujas regras imitam e nos preparam para a vida real, ditando disciplina e ordem. Se brincar é dramatizar uma situação, então, os jogos lúdicos também devem fazer parte do lazer do adulto.
Entende-se que brincar não é somente um meio lúdico infantil mas, do ser humano em si, pois, a todo momento estamos tentando novas descobertas e necessitamos de preparação através do lúdico. Alguns indivíduos não estão preparados para enfrentá-las porque simplesmente não têm lazer - não jogam, não brincam, se sentem ridículo ao acompanhar o filho naqueles “brinquedinhos infantis” - não enfrentam situações de ludicidade e descontração que serão transformadas em aprendizagem e conhecimento numa ocasião adequada.
O brincar não pode portanto ser considerado uma atividade complementar a outras, mas uma atividade primordial para a construção da identidade cultural e da personalidade*.
O lúdico é um processo contínuo e graduado de conformidade com a faixa etária. O brinquedo ou o jogo pode ser o mesmo, mas objetivo pode variar porque deve atingir a essência e a necessidade de cada indivíduo. As dinâmicas em grupo não deixam de ser um tipo de jogo ou brincadeira para adultos auxiliares do auto-conhecimento também. O brincar constrói pessoas e cidadãos e auxilia na estruturação de momentos decisivos de todo ser humano. Por isso, brincar é muito importante na fase infantil. A partir dessa fase, vem a renovação e manutenção, revalidação das regras e ordem já entendidas.
Airaê Soares - Direitos autorais reservados, lei 9610/98. Ensino a distância
30 janeiro 2007 - EAD (ensino a distância) não é um curso de exigência presencial e pode ser feito de qualquer parte do mundo tanto pela internet como pelos Correios. É uma realidade que está no Brasil a mais de meio século e vem acompanhando a evolução do ensino. Em alguns lugares tem o centro justamente para atender as pessoas que têm dificuldade em aprender sozinha. É uma opção. De modo geral, para aprender basta querer e ter motivos para isso. Sem motivação, não há aprendizagem - por mais inteligente que se seja. O ensino a distância exige do estudante desprendimento do mundo exterior, administração de tempo, disciplina, auto-didatismo, interesse e dedicação integral. A pesquisa é uma das características fundamentais nessa modalidade de estudo por substituir a presença do professor. Com a ausência do professor, é obrigado a pesquisar para obter respostas confiáveis. Esse é um dos fatores que faz com que seu conhecimento se amplie mais - ultrapassando até aqueles que frequentam assiduamente os bancos universitários - desenvolvendo também seu espírito investigativo e crítico. Nem todas as pessoas possuem os requisitos comportamentais exigidos mas não deixam de ser mais ou menos inteligentes por isso. É uma questão individual: há pessoas mais dependentes do mundo externo e aprendem mais quando são motivados pela presença de outros no ambiente. Há aquelas também que, sozinhas, não conseguem abstrair o tema e precisam utilizar os cinco sentidos. Muitas pessoas aprendem muito mais através de modalidades de ensino desse tipo do que num curso presencial no qual existem vários recursos para apenas se obter notas para aprovação, sem se preocupar com a qualidade do conhecimento. Estudo a distância realmente é para quem pode e quer. Inúmeras pessoas que desistem no meio do caminho por se sentirem incapazes de reunir todos os elementos básicos apresentados acima, a fim de obter um resultado satisfatório. Hoje em dia é uma realidade e a aceitação desse tipo de conhecimento por parte dos gestores de pessoas depende da cultura de cada um. Quem tem dúvida sobre esse tipo de escolha, mas precisa do EAD, pode fazê-lo e complementar o seu currículo com uma pós presencial. Acredito que essa complementação intencionalmente agregaria valores e desfaria o efeito preconceituoso que muitas pessoas têm a respeito do ensino a distância. De nada adianta ter um diploma de uma faculdade de nome mas, não gostar do que faz ou ser um profissional relapso. O que vale, na verdade, é o conhecimento adquirido de acordo com as necessidades do mercado. Para isso, com certeza, seja universidade presencial ou EAD, é preciso pesquisar - atividade que a maioria dos estudantes detestam, por isso são maus profissionais. E o ensino a distância - como qualquer ensino superior - tem esse fator pesquisa como característica primordial. De certa forma, o preconceito parte mais dos próprios interessados, por se sentirem incapazes de assumir compromisso totalmente independente. Aí repassam a responsabilidade para os selecionadores de RH. É preciso coragem para estudar a distância. Para finalizar, estudar a distância enfaticamente exige muito esforço, renúncia e administração de tempo, além de organização, boa vontade. Já fiz vários cursos livres a distância e pós também e, tenho certeza de que tudo que aprendi foi coerente e proveitoso. O conteúdo programático foi moderno e de grande utilidade para o meu dia a dia profissional e pessoal. *¨*¨* O hábito de ler
Segundo a Revista Istoé de nº 1995/2008 – “Apenas 26% dos adultos são plenamente alfabetizados, mas falar e escrever bem é crucial para progredir na vida. O Brasil vive um momento positivo na economia, apesar da crise nos mercados financeiros mundiais. Os investimentos estão em alta, a demanda cresce e o nível de desemprego registrado em 2007, de 9,3%, foi o menor em cinco anos. Mesmo com os ventos favoráveis, quem não possui qualificação tem mais dificuldade de se colocar no mercado de trabalho e é mais mal remunerado. Só um maior acesso à educação é capaz de mudar esse quadro. E a ferramenta indispensável para tirar proveito dos estudos, causar boa impressão numa entrevista de emprego e abrir as portas do crescimento profissional é a correta utilização da língua. Esse é um dos maiores problemas do brasileiro. Pesquisas mostram que, no País, apenas 26% das pessoas entre 15 e 64 anos são plenamente alfabetizadas. Isto é, têm domínio total das habilidades de leitura e escrita.” A Língua Portuguesa, como qualquer outro idioma, só apresenta dificuldade para as pessoas que não têm o hábito da leitura e da escrita. Aliás, tudo que não se pratica se torna difícil, incompreensível e 'chato', seja idioma, ou qualquer outra ação. O hábito da leitura desperta o espírito investigativo e auxilia no poder da crítica pessoal, ampliando a visão sobre vários assuntos do dia-a-dia. Quem lê tem opinião própria sem precisar copiar idéias alheias. Quem lê anda com as próprias pernas. A falta desse hábito torna o indivíduo um servo. Quando não se conhece o objeto com o qual se relaciona, gera-se uma dificuldade de compreensão, o conflito é inevitável. Esse resultado vale, de modo geral, para todo o tipo de relação, incluindo, a relação intrapessoal (consigo mesmo). Se não há familiaridade, os obstáculos se transformam em problemas e não em desafios. A leitura cotidiana proporciona liberdade, independência e clareza de pensamentos e idéias. Quando mais se lê, mais se liberta. Airaê Soares - 29/01/2008. :*:*:*: |
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