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    22 augustus

    Educae - Serviços

    04 september

    Como lidar com alunos problemáticos?

    É comum ouvir professores em reuniões pedagógicas comentarem a respeito dos alunos: “Aluno é a imagem do cão!”; “Escola boa é aquela sem aluno!”. Citado dessa forma, soa bastante ofensivo e relembra situações de guerra.

    No cotidiano escolar, sabe-se que as relações interpessoais não são sempre positivas. A violência crescente na sociedade ultrapassa os muros escola adentro. Além disso, o contexto social, político e econômico brasileiros em que a escola está inserida, contribuem para o estabelecimento de relações interpessoais desfavoráveis e deletérias.

    Nesse contexto, a sala de aula assemelha-se a uma arena de luta, cujos participantes, cada qual com seus problemas, disputam poder e lutam pela sobrevivência.

    Para relacionar-se com alunos “problemas”, especificamente com problemas de comportamento e relacionamento, o professor pode agir de maneira ética, respeitosa, satisfatória, positiva e construtiva para o crescimento do aluno sem perder a autoridade, o afeto, sem ser permissivo ou, sem ser opressor.

    O aluno identificado como “problema” por muitos professores é aquele que se comporta em aula de maneira a:

    1. retrucar o que o professor diz;
    2. indagar ou responder as perguntas do professor repetidas vezes;
    3. objetar às observações e às avaliações contínuas do professor;
    4. contestar as normas da escola;
    5. esquivar-se de realizar atividades e tarefas propostas pelo professor;
    6. rechaçar comentários dos colegas;
    7. desrespeitar os valores do grupo, do professor, da escola e, enfim, da sociedade.

    Para resolver positivamente as situações de conflito com os alunos, é útil ao professor:

    1. Receber a queixa, dúvida, comentário, opinião, etc. Acolher o sentimento do aluno quando os expressa.

    2.Observar a comunicação verbal e não-verbal do aluno. Ouvir atentamente o que ele diz e perceber como o diz. Observar o tom da voz, a respiração, a gesticulação, a expressão facial, etc.

    3. Manter a segurança em si mesmo e o domínio de ações e palavras.

    4. Dissociar na mensagem a fala ou o comportamento do sentimento e da intenção positiva subjacentes. O comportamento pode ser indesejado pela escola, pelo professor e pela sociedade, mas a intenção desse comportamento pode ser positiva, bem como o sentimento pode ser legítimo. Por exemplo:

    a. quando o aluno se defende retrucando, o sentimento pode ser raiva, ou insatisfação, ou incompreensão; o comportamento pode ser a desobediência, a agressividade, a ironia, o desrespeito, a indisciplina;

    b. quando o aluno não reconhece um erro cometido e se justifica agredindo verbalmente, a intenção positiva (para o aluno) é de autodefesa; o comportamento é de combatividade;

    c. quando não realiza tarefas com argumentos de uma lista de problemas pessoais; o sentimento pode ser de frustração, de desmotivação, de fracasso, de carência afetiva, necessidade de ajuda; o comportamento é a indisciplina, ou preguiça, etc.

    d. ao contestar o professor em aula com a defesa de outro ponto de vista, ou de outras teorias, a ação positiva desse comportamento pode ser ter a coragem e a capacidade de expressar-se verbalmente e promover o  enriquecimento da aprendizagem, ampliando o conjunto de informações e o conhecimento da turma e do professor; o comportamento que deve ser corrigido é a forma de realizar a contestação e o momento adequado. Pode também aproveitar a oportunidade para desenvolver nos alunos a atitude de ter flexibilidade nas opiniões.

    1. Começar argumentando no tom e no ritmo de voz do aluno, às vezes é necessário, mas diminui-los até finalizar demonstrando calma e tolerância.

    2. Revelar para o aluno que entende o sentimento e/ou a intenção positiva, entretanto, que não concorda com (ou não aceita) a atitude ou o comportamento indesejado no contexto em que ocorre.

    3. Valorizar os aspectos positivos da questão levantada ou da defesa apresentada pelo aluno.

    4. Concordar com a intenção positiva do aluno e citar outros comportamentos mais adequados tendo em vista o convívio social civilizável e as relações interpessoais positivas.

    5. Responder a pergunta com preceitos da doutrina, ou da área do saber, ou do conhecimento científico/técnico/tecnológico, ou ainda, conforme as regras, normas e valores da escola, socialmente estabelecidos.

    Com isso, o professor evita entrar na armadilha emocional do aluno e ainda, contribui para auxiliá-lo no desenvolvimento das Inteligências Interpessoais e Intrapessoais propostas por Gardner, à medida que o aluno reconhece mais seus sentimentos e atitudes, aprende a lidar com eles numa perspectiva encorajadora e que escolhe modificar os comportamentos indesejados.

    O sentimento, ou o ato ou efeito de sentir-se (Acepção extraída do Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa 1.0.), deve ser considerado legítimo e, portanto, deve ser acolhido como manifestação humana autêntica. O comportamento é que pode ser modificado e/ou adaptado, uma vez que todo comportamento é adequado em algum contexto.

    É preciso também que, conforme a teoria psicanalítica, o professor reconheça ser o alvo da transferência de amor e ódio dos seus alunos e saiba suportar esses sentimentos tendo em vista o seu papel para o desenvolvimento humano. Portanto, é preciso possuir auto-estima, auto-imagem, autoconceito, ou seja, é preciso Inteligência Intrapessoal. Além disso, o professor precisa de experiência e do contínuo aprimoramento das competências técnica/tecnológica/científica e pedagógica.

    Danielle Paiva, é pedagoga licenciada pela Universidade de Brasília. Pós-graduada em Psicopedagogia. Contato: danielle10@ibest.com.br

    Fonte: JORNAL VIRTUAL PROFISSĂO MESTRE - Profissăo Mestre – Ano 6 Nº 83 – 03/09/2008

    23 juni

    O mau uso da net

    Vc tc axim?
    Leila Mendes
    O uso do internetês é cada vez mais comum no mundo atual e é baseado na simplificação informal da escrita, com o objetivo principal de agilizar a digitação. Na ânsia de se comunicar em um curto espaço de tempo, as pessoas abreviam palavras ao limite do irreconhecível, traduzem sentimentos por ícones e simplesmente renunciam às mais elementares regras gramaticais.
     
    O resultado dessa anarquia comunicativa divide opiniões. O respeitado lingüista inglês David Crystal, autor do livro A linguagem e a Internet, diz que não prevê um futuro desastroso para a gramática por causa da rede; além disso, lembra que a invenção do telefone provocou a mesma desconfiança dos estudiosos preocupados com o risco de uma afasia epidêmica entre os usuários, por incorporarem uma linguagem cheia de hã, hã e alôs. “Eles corriam o risco de perder a capacidade de expressão e sociabilidade e não foi o que ocorreu”, lembra Crystal. Ele faz uma previsão otimista dizendo que o jargão dos chats e dos blogs pode estimular outras formas de literatura e desenvolver o autoconhecimento do jovem.
     
    No entanto, existe o outro lado da história que aborda o uso dessa linguagem em locais não apropriados, como é o caso da escola. Como professora de Língua Portuguesa, percebo o quanto é comum em textos escolares o uso de abreviações como vc (você), hj (hoje), bjs (beijos) e tb (também), entre outros. Os alunos justificam que usam o internetês de forma inconsciente e automática. Por isso, cabe à escola alertar os alunos sobre o vício que pode causar o uso constante desse tipo de linguagem e reforçar que a atitude ideal para evitar essa situação é usar freqüentemente a variante padrão da língua, já que essa sempre será bem aceita. Para isso, seguem algumas sugestões:
     
    ·       >> Tenha bom senso, evite exageros.
     
    Se não há como deixar de abreviar certas palavras nos chats ou salas de bate-papo, procure usar as abreviações mais comuns, evite as pouco usadas ou que somente quem tem acesso à Internet conheça.
     
    ·       >> Leia bastante.
     
    Quem lê mais, escreve melhor. Pois quem lê tem um vocabulário mais vasto, está em contato com outro tipo de linguagem (além do internetês) e, obviamente, escreve melhor em qualquer situação.
     
    ·       >> Conheça a norma padrão de sua língua.
     
    Se você conhece a norma culta da língua será mais fácil usá-la. Quem não conhece está mais propício a usar o internetês em situações indevidas.
     
     
    Leila Mendes
    é professora de Português e
    Literatura do Ensino Médio

    09 juni

    Métodos de Alfabetização

    De vez em quando, penso como eu gostaria que me vissem: eu gostaria que me vissem como alguém que procura descobrir a causa da causa da causa. Assim, se alguém inventar de me dar algum presente, já sabe o que eu mais aprecio...

    Isso vem a propósito da polêmica da alfabetização. Corri e comprei a terceira e última edição do livro do Capovilla, “Alfabetização, método fônico”. (Memnon Edições Científicas). Mergulhei e senti que a discussão está aquecida para além da temperatura razoável.

    Na sétima página da apresentação, o leitor fica sabendo que há três contendores na arena: o antigo método alfabético-silábico (o avô do método fônico), o método construtivista (Emília Ferreiro) e o método fônico. Neste momento da batalha, os defensores do método fônico afirmam que o fracasso brasileiro é culpa dos construtivistas.

    Investigação

    Procurando as causas das causas das causas, vejo diversas causas para o nosso fracasso no processo de alfabetização. Não dá, portanto, para atribuir toda a catástrofe aos construtivistas.

    Há oitenta ou cem anos atrás, os brasileiros eram muito melhor alfabetizados do que agora? Sim. Em 1920, o Estado de São Paulo – que tinha a melhor educação pública – só atendia 28% da demanda. Essa minoria (muito bem alfabetizada) tinha como professores pessoas das classes letradas que educavam crianças oriundas também das classes letradas. O método provavelmente era o da velha cartilha, que adotava o avô do fônico, ou seja, o método alfabético-silábico. “Provavelmente”, repito, porque ninguém pode ter certeza de qual método estavam empregando em 1906, por exemplo. É possível que cada alfabetizador tivesse lá os seus segredos.

    Dentre as muitas causas está justamente uma das poucas vitórias que podemos alardear agora, em 2006: há vagas para todas as crianças. É preciso lembrar que em 1981 tínhamos sete milhões de crianças que nem chegavam perto de qualquer tipo de escola. Isso foi há 25 anos. E, naquele mesmo ano, a Unesco se espantou porque não tínhamos pré-escola. Então, nestes últimos 25 anos só pudemos cuidar da quantidade de vagas. Um notável esforço quantitativo, e não qualitativo, porque não seria possível trocar o pneu do ônibus em movimento.

    O método construtivista – de verdade – deve ter sido adotado em poucas escolas, principalmente particulares, pois são as que conseguem fazer experimentos duradouros, com continuidade.

    Muito antes de se ouvir falar em Emília Ferreiro, já se estava pregando, no Brasil, a alfabetização que deveria partir de parágrafos complexos e completos, alegando que as crianças seriam possuídas pelo sentido do texto antes de tentar decifrar o código das letras. Essa foi mais uma das causas das causas. E isso não se chamava construtivismo. Dizia-se que ensinar vogal por vogal era coisa muito medíocre, anacrônica.

    Qual a causa mais culpada?

    Talvez a presunção de querer ser moderno sem antes preparar professores para essa missão tão importante. Talvez. Mas penso que ninguém está em condições de afirmar nada de forma definitiva ou radical, pois esse é um daqueles fenômenos que têm muitas e fugidias causas.

    Conhecendo e trabalhando com professores alfabetizadores, raramente encontrei algum que fosse realmente profundo conhecedor do construtivismo. Discursos, sim, encontrei muitos. Sem fundamento. Por isso, não penso que podemos culpar nenhuma das correntes, estilos, métodos. Quando a porta da sala de aula se fecha, ninguém sabe qual o método que será usado. Provavelmente, é aquele com que a alfabetizadora foi alfabetizada. Só se minha avó era construtivista.

    É doutor em Planejamento e Aplicações Militares, professor do curso de pós-graduação em Gestão de Assuntos Públicos da PUC–PR, consultor, palestrante e pesquisador.

    Rubens Portugal

    08 maart

    "Doutor-Criança": Jogada de marketing ou descaso com a nossa Educação?

     
    Avatar de le.witchhappyby le.witch... (Y!R 07/3/08): Será possível?
     
    "oi pessoas , ontem li na net que um menino d e8 anos passou no vestibular prea direito ..e calma eu sei que isso e loucura mais dizem que o que mais valeu foi a redaçao dele ...vcs acham o que disso ? a prova estaria facil o ou moleque é bom msm? na minha opiniao acho estranho pq um garoto na 5 serie nao tem noçao nem de quimica nem de fisica aprofundada como poderia passar ?nao sei nao viu
    passo a bola pra vcs o que vc acham disso ?"
    Avatar de aeiou by aeiou Opinião: "Tempos atrás um analfabeto entrou na faculdade. Mas analfabeto no sentido literal. Não sabia ler mesmo. Então, por que um garoto de 8 anos, semi-alfabetizado não poderia ser "aprovado"? O absurdo mesmo está em aceitar um aluno desse tipo, sem a mínima condição de vivência, como calouro num curso superior de grande responsabilidade.

    Acredito que na verdade seja uma jogada de marketing por parte da universidade, demonstrando ainda muita irresponsabilidade e descomprometimento com a educação do país."
    :>:
    Dê sua opinião.
    05 maart

    Educação pelo mundo

    Reportagens especiais contam como a Educação é encarada no restante do planeta

    Argentina :: Na escola, uma segunda família

    Na Patagônia, professores, alunos e funcionários dão aula de sobrevivência em meio às dificuldades climáticas e financeiras e às diferenças culturais

    Bia Baldim , da Patagônia Argentina

    Itália :: Ecco, abbiamo Arte!!

    Nas escolas italianas, falar, estudar, viver a arte é muito mais do cumprir o currículo
    Vanessa Moura 


    CubaCuba :: A Revolução na sala de aula

    Ponto-chave da Batalha de Idéias proposta por Fidel Castro, a educação é um dos pilares de sustentação da Revolução em Cuba, país que se dá ao luxo de declarar-se território livre de analfabetismo há 45 anos

    Naira Hofmeister , de Havana, Cuba


    fonte: Revista Nova Escola
    28 februari

    USP paga R$ 150 para alunos de escola pública - bolsa científica

    Os alunos do 1º e 2º ano do ensino médio da rede estadual de São Paulo poderão receber bolsas de estudos para pesquisa científica. Essa é a proposta do projeto "Pré-Iniciação Científica", promovido pela Secretaria de Estado da Educação e pela USP (Universidade de São Paulo).

    Os alunos podem se inscrever até 3 de março pela
    Internet. As atividades começam em 17 de março. Os estudantes realizarão pesquisas dentro de institutos da USP nas áreas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos e matemática.

    São 360 vagas para alunos e 60 para professores, que atuarão como supervisores. A duração da pesquisa será de uma ano e os alunos terão bolsas-auxílio de R$ 150 por mês. A seleção levará em conta o projeto de pesquisa apresentado pelo aluno e por seu orientador.

    Os professores que se cadastraram até o útimo dia 25 e que forem selecionados, participarão de formação para supervisionar os alunos de seu grupo. Precisam ser titulares de cargo efetivo e permanecer na mesma escola durante o período de realização do programa.

    A carga horária é de oito horas semanais -- as pesquisas devem ser feitas em horários alternativos às aulas do ensino médio.
     
    USP recebe inscrições de alunos da rede estadual para bolsa científica
     
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