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    June 09

    Métodos de Alfabetização

    De vez em quando, penso como eu gostaria que me vissem: eu gostaria que me vissem como alguém que procura descobrir a causa da causa da causa. Assim, se alguém inventar de me dar algum presente, já sabe o que eu mais aprecio...

    Isso vem a propósito da polêmica da alfabetização. Corri e comprei a terceira e última edição do livro do Capovilla, “Alfabetização, método fônico”. (Memnon Edições Científicas). Mergulhei e senti que a discussão está aquecida para além da temperatura razoável.

    Na sétima página da apresentação, o leitor fica sabendo que há três contendores na arena: o antigo método alfabético-silábico (o avô do método fônico), o método construtivista (Emília Ferreiro) e o método fônico. Neste momento da batalha, os defensores do método fônico afirmam que o fracasso brasileiro é culpa dos construtivistas.

    Investigação

    Procurando as causas das causas das causas, vejo diversas causas para o nosso fracasso no processo de alfabetização. Não dá, portanto, para atribuir toda a catástrofe aos construtivistas.

    Há oitenta ou cem anos atrás, os brasileiros eram muito melhor alfabetizados do que agora? Sim. Em 1920, o Estado de São Paulo – que tinha a melhor educação pública – só atendia 28% da demanda. Essa minoria (muito bem alfabetizada) tinha como professores pessoas das classes letradas que educavam crianças oriundas também das classes letradas. O método provavelmente era o da velha cartilha, que adotava o avô do fônico, ou seja, o método alfabético-silábico. “Provavelmente”, repito, porque ninguém pode ter certeza de qual método estavam empregando em 1906, por exemplo. É possível que cada alfabetizador tivesse lá os seus segredos.

    Dentre as muitas causas está justamente uma das poucas vitórias que podemos alardear agora, em 2006: há vagas para todas as crianças. É preciso lembrar que em 1981 tínhamos sete milhões de crianças que nem chegavam perto de qualquer tipo de escola. Isso foi há 25 anos. E, naquele mesmo ano, a Unesco se espantou porque não tínhamos pré-escola. Então, nestes últimos 25 anos só pudemos cuidar da quantidade de vagas. Um notável esforço quantitativo, e não qualitativo, porque não seria possível trocar o pneu do ônibus em movimento.

    O método construtivista – de verdade – deve ter sido adotado em poucas escolas, principalmente particulares, pois são as que conseguem fazer experimentos duradouros, com continuidade.

    Muito antes de se ouvir falar em Emília Ferreiro, já se estava pregando, no Brasil, a alfabetização que deveria partir de parágrafos complexos e completos, alegando que as crianças seriam possuídas pelo sentido do texto antes de tentar decifrar o código das letras. Essa foi mais uma das causas das causas. E isso não se chamava construtivismo. Dizia-se que ensinar vogal por vogal era coisa muito medíocre, anacrônica.

    Qual a causa mais culpada?

    Talvez a presunção de querer ser moderno sem antes preparar professores para essa missão tão importante. Talvez. Mas penso que ninguém está em condições de afirmar nada de forma definitiva ou radical, pois esse é um daqueles fenômenos que têm muitas e fugidias causas.

    Conhecendo e trabalhando com professores alfabetizadores, raramente encontrei algum que fosse realmente profundo conhecedor do construtivismo. Discursos, sim, encontrei muitos. Sem fundamento. Por isso, não penso que podemos culpar nenhuma das correntes, estilos, métodos. Quando a porta da sala de aula se fecha, ninguém sabe qual o método que será usado. Provavelmente, é aquele com que a alfabetizadora foi alfabetizada. Só se minha avó era construtivista.

    É doutor em Planejamento e Aplicações Militares, professor do curso de pós-graduação em Gestão de Assuntos Públicos da PUC–PR, consultor, palestrante e pesquisador.

    Rubens Portugal

    Frustrações

    Texto de Raúl Candeloro, retirado da revista Gestão Educacional de junho de 2008. Para começar bem a semana...


    Aposto que existem muitas situações diferentes que o deixam frustrado. Mas você já parou para pensar por que é que existe frustração?

     

    Por que é que ficamos frustrados? Por que é que temos essa emoção dentro do nosso repertório emocional? Ela certamente não nos traz prazer. Então para que ela existe?

     

    Segundo Ralph Marston, é porque a frustração nos dá foco. Não importa o que cause a frustração, seu propósito é estimular ações positivas. Se não tivéssemos a capacidade de nos sentirmos frustrados, teríamos que suportar eternamente esses fatores negativos. Para Marston, a frustração nos mostra que há algo errado, e que temos que agir para mudar isso. Afinal, a frustração só acontece quando a realidade não se encaixa com o que esperávamos da vida.

     

    Quando alguma coisa derrubá-lo, a melhor coisa a fazer é voltar a levantar-se. Pessoas de sucesso passam por tantas dificuldades quanto qualquer um, se não mais. Segundo Marston, a diferença entre o sucesso e o fracasso não é o número de vezes que você é derrubado. A diferença está na velocidade com que você se levanta.

     

    Dificuldades não devem ser desculpas para não tentar – são desafios para avançar. É fácil reclamar quando você sofre um desapontamento. Fácil e inútil. É fácil encontrar algo ou alguém em quem jogar a culpa. Mas isso raramente melhora a situação.

     

    Você tem nas suas mãos todas as habilidades necessárias para ser tudo o que quiser ser. Norman Vincent Peale disse "Mude seus pensamentos e você muda seu mundo". Entretanto, podemos ir um passo além: mude suas ações e você muda seu destino.

     

    Suas ações revelam a dedicação e as verdadeiras prioridades na sua vida. Elas criam a substância do seu destino. Suas ações fazem toda a diferença no resultado final, e estão completamente sob o seu controle. A qualidade da sua vida é determinada pela qualidade e consistência das suas ações, não apenas de seus pensamentos. Agir sem pensar é ignorância. Pensar e não agir é pura ilusão.

    Então pense e tome ações positivas todos os dias, como se a sua vida dependesse disso. Porque ela depende.

     

    Mande seus textos para priscila.conte@humanaeditorial.com.br.

    Priscila Conte

    March 27

    Submissão ao estrangeirismo

     
    "Costumizar" é mais um estrangeirismo que surgiu junto com o computador. Significa, "fazer a
    seu gosto, mudar de acordo com a sua preferência".
     
    Odeio estrangeirismo. Temos tantas palavras capazes de expressar idéias novas tão bem quanto
    essas impostas pela globalização e pelo capitalismo. Não precisamos de "migalhas americanizadas".
    É uma atitude arrogante e invasora das pessoas e empresas que adotam esse tipo de linguajar.
    Nossa língua é rica e muito bonita!
     
    Além disso, demonstra falta de criatividade usar palavras que já vêm prontas, incorporando-as ao
    cotidiano só porque é americana. É uma arrogância que demonstra ignorância e submissão.
    Vejo também como "preguiça mental".
     
    Mostrando os dentesAiraê Soares

    ESTRANGEIRISMO(Carlos Silva e Sandra Regina)

    Outro dia me convidaram para irmos ao MC DONALD’S comermos CHEESE BURGER.

    O salão estava lotado e fizemos os pedidos através de um tal de DRIVE THRU. Os colegas percebendo a minha irritação disseram: se tu tiver com pressa, eles têm um sistema de DELIVERY, maravilhoso. Desacostumado com este linguajar chamei os cabas:

    - Vâmo s’imbora.

    Seguimos pela avenida HENRIQUE SCHAUMANN, onde pude observar um OUTDOOR escrito: CHINA IN BOX, e uma seta indicativa PARKING. Nós não paramos por lá não.

    Seguimos mais adiante, avistamos um restaurante bonito e luxuoso, e na porta de entrada uma luz neon piscando escrita OPEN.

    Quando olhei pro chão, pude ver estampado um capacho com a bandeira americana me convidando: WELLCOME. Ao adentrarmos naquele recinto eu pude observar na sua decoração, e nas paredes estavam escrito assim: ICE CAKE, CHEESE EGG, CHEESE BURGER e FAST FOOD.

    Eu pensei comigo: “FOOD na Bahia a gente USA numa outra situação…��?

    Do meu lado esquerdo uma garota tomava uma cerveja numa lata vermelha e azul cuja marca era BUDWEISER. O camarada que lhe acompanhava tomava sua LONG NECK HEINEKEN. Do me lado direito uma loira bonita peituda falava pro cabra com voz sensual assim: “Eu trabalho numa RELAX FOR MAN…��?

    E ele pergunta pra ela: “Fica próximo do Motel MY FLOWERS?��?. E ela lhe responde:

    “Não BABY, fica junto ao NIGHT CLUB WONDERFUL PENETRATION!��?

    A fome aumentava juntamente com a raiva, e eu não sabia se pedia um HOT DOG, ou um simples cachorro quente.

    Emputecido mais uma vez com aquela situação, chamei os caboclos:

    - Vâmo s’imbora.

    Na saída o manobrista nos recebe e nos entrega as chaves do nosso possante veiculo – um fusca 68 fabricado em Volta Redonda na época do presidente JUSCELINO KUBITSCHEK.

    Ele olha pra mim e me diz: “THANK YOU SIR AND HAVE A GOOD NIGHT.��? E eu usando toda minha simplicidade e educação que aprendi no sertão da Bahia, olhei pra ele e lhe disse:

    - V�? PRA PUTA QUE LHE PARIU.

     http://inovavox.blogueisso.com/2007/10/28/estrangeirismo-carlos-silva/ 

    March 09

    Educae Serviços

     

     
     
    • Orientação de Trabalhos Acadêmicos
    • Orientação Profissional
    • Aulas Particulares I e II Graus
    • Alfabetização de Jovens e Adultos
    • Traduções e Digitação
    March 08

    "Doutor-Criança": Jogada de marketing ou descaso com a nossa Educação?

     
    Avatar de le.witchhappyby le.witch... (Y!R 07/3/08): Será possível?
     
    "oi pessoas , ontem li na net que um menino d e8 anos passou no vestibular prea direito ..e calma eu sei que isso e loucura mais dizem que o que mais valeu foi a redaçao dele ...vcs acham o que disso ? a prova estaria facil o ou moleque é bom msm? na minha opiniao acho estranho pq um garoto na 5 serie nao tem noçao nem de quimica nem de fisica aprofundada como poderia passar ?nao sei nao viu
    passo a bola pra vcs o que vc acham disso ?"
    Avatar de aeiou by aeiou Opinião: "Tempos atrás um analfabeto entrou na faculdade. Mas analfabeto no sentido literal. Não sabia ler mesmo. Então, por que um garoto de 8 anos, semi-alfabetizado não poderia ser "aprovado"? O absurdo mesmo está em aceitar um aluno desse tipo, sem a mínima condição de vivência, como calouro num curso superior de grande responsabilidade.

    Acredito que na verdade seja uma jogada de marketing por parte da universidade, demonstrando ainda muita irresponsabilidade e descomprometimento com a educação do país."
    :>:
    Dê sua opinião.
    March 05

    Educação pelo mundo

    Reportagens especiais contam como a Educação é encarada no restante do planeta

    Argentina :: Na escola, uma segunda família

    Na Patagônia, professores, alunos e funcionários dão aula de sobrevivência em meio às dificuldades climáticas e financeiras e às diferenças culturais

    Bia Baldim , da Patagônia Argentina

    Itália :: Ecco, abbiamo Arte!!

    Nas escolas italianas, falar, estudar, viver a arte é muito mais do cumprir o currículo
    Vanessa Moura 


    CubaCuba :: A Revolução na sala de aula

    Ponto-chave da Batalha de Idéias proposta por Fidel Castro, a educação é um dos pilares de sustentação da Revolução em Cuba, país que se dá ao luxo de declarar-se território livre de analfabetismo há 45 anos

    Naira Hofmeister , de Havana, Cuba


    fonte: Revista Nova Escola
    February 28

    USP paga R$ 150 para alunos de escola pública - bolsa científica

    Os alunos do 1º e 2º ano do ensino médio da rede estadual de São Paulo poderão receber bolsas de estudos para pesquisa científica. Essa é a proposta do projeto "Pré-Iniciação Científica", promovido pela Secretaria de Estado da Educação e pela USP (Universidade de São Paulo).

    Os alunos podem se inscrever até 3 de março pela
    Internet. As atividades começam em 17 de março. Os estudantes realizarão pesquisas dentro de institutos da USP nas áreas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos e matemática.

    São 360 vagas para alunos e 60 para professores, que atuarão como supervisores. A duração da pesquisa será de uma ano e os alunos terão bolsas-auxílio de R$ 150 por mês. A seleção levará em conta o projeto de pesquisa apresentado pelo aluno e por seu orientador.

    Os professores que se cadastraram até o útimo dia 25 e que forem selecionados, participarão de formação para supervisionar os alunos de seu grupo. Precisam ser titulares de cargo efetivo e permanecer na mesma escola durante o período de realização do programa.

    A carga horária é de oito horas semanais -- as pesquisas devem ser feitas em horários alternativos às aulas do ensino médio.
     
    USP recebe inscrições de alunos da rede estadual para bolsa científica
    February 25

    Pedantismo "gerúndico"

     

     

    25/02/2008:: O "gerundismo" é uma expressão lingüística que vem sendo debatida e combatida sem muito sucesso pois, infelizmente, quanto mais se tenta corrigir tal vício de linguagem, muitas pessoas insistem em seguir a onda dos “letrados”. Pior que esse modo de falar absurdo, pedante e ridículo predomina entre alguns que se dizem escolarizados a partir do curso médio. São os gerentes, executivos, professores, doutores, chefes e encarregados disso ou daquilo, sem contar os operadores de telemarketing. É triste ver esse massacre da nossa língua em troca de um estrangeirismo fora de hora, valorizando, assim, um simples made in U.S.A.

     

    "... pode estar atuando"
    Diga simplesmente: "..pode atuar, ou poderá atuar?"
    É simples mas é a forma corretíssima da expressão na língua portuguesa.
    ".. posso está comprando luvas "

     

    Dê sua opinião.

    por Airaê Soares - Consultora e Assessora Pedagógica

     

    February 21

    Trabalho em Grupo ou Equipe. Qual a diferença?

     

    Grupo: ninguém sabe direito o que o outro pensa porque as pessoas ou não se comunicam ou falam de forma política sem dizer o que realmente pensam. Às vezes alguns falam, mas de forma descontrolada e sem habilidade. É também cada um por si. Ninguém toma a iniciativa de ajudar o outro. Aliás existem muitas divergências relacionadas a problemas do trabalho e também diferenças de valores pessoais. Em alguns casos essas divergências e problemas de relacionamentos são manifestadas, nos outros casos são mascaradas por razões políticas. Há muito fingimento. Faz-se de conta que está tudo bem.

    Equipe: existe uma transparência muito grande entre todos. Ninguém esconde o jogo. Cada um sabe o que o outro pensa e sente sobre os assuntos do trabalho. Mas tudo de forma muito construtiva! Além disso, o nível de mútua colaboração é ótimo. Trabalham realmente em um time. Cada um pode contar com o outro que espontaneamente e prazerosamente se dispõe a dar o apoio e ajuda quando necessário”.

    Relacionamento: “As áreas e grupos de trabalho são às vezes verdadeiros feudos umas em relação às outras. Panelinhas, grupos fechados não faltam. E o conhecimento interpessoal? Embora trabalhando juntas há muito tempo, as pessoas se conhecem superficialmente e não se sentem umas as outras, correndo o risco de se julgarem e interpretarem mal. Julgam-se pelas aparências de forma negativa sem perceber e entender os problemas e dificuldades pessoais que os colegas enfrentam ou tiveram que enfrentar no passado deixando marcas (...)”.

    Veja mais:
    * Como trabalhar em Grupo ou em equipe[
    http://www.fundacaolamf.org.br/index2.php?option=content&do_pdf=1&id=49]
    * Equipes eficazes[
    http://www.chiavenato.com/cecad/programa.asp?cat=DG&id_prog=28]
    * A liderança focada na equipe[
    http://www.administradores.com.br/conteudo.jsp?pagina=colunistas_artigo_corpo&idColuna=869&idColunista=5582]

    Dê a sua opiniao.
    por Airaê Soares
    February 20

    A melhor escola do mundo

    Os cinco segredos da educação finlandesa

     

    A Finlândia consegue ter os alunos mais bem preparados do mundo com medidas simples e ênfase na preparação dos professores.

     

    ¨  A exigência com os professores é alta e a carreira, concorrida

    O vestibular para ser professor é um dos mais disputados do país. Apenas 10% dos candidatos são aprovados. Exceto na pré-escola, o mestrado é pré-requisito para lecionar.

     

    ¨  A mesma qualidade para todos

    A discrepância no desempenho entre as escolas do país é a menor do mundo. O governo mantém um sistema sigiloso de avaliação das escolas (99% são públicas) e os diretores são informados sobre o desempenho delas.

     

    ¨ Os piores alunos não são deixados para trás

    Dois em cada dez estudantes recebem aulas de reforço. Por causa disso, os índices de repetência são baixíssimos.

     

    ¨  Currículo variado

    Além das matérias básicas, há aulas de ecologia, ética, musica, artes e economia doméstica. O ensino de duas línguas estrangeiras é obrigatório, mas, se o aluno quiser, pode aprender outras duas.

     

    ¨  Os alunos devem ter prazer em ficar na escola

    Os diretores e professores são responsáveis por criar um ambiente agradável para os estudantes, a carga horária não é excessiva e, a partir da 7ª série, os alunos são livres para escolher algumas disciplinas com as quais têm mais afinidade.
     
    "...A educação de qualidade foi essencial para uma virada na economia finlandesa. A mão-de-obra qualificada permitiu que a eletrônica substituísse a madeira e o papel como principais produtos de exportação. A Finlândia tem hoje o terceiro maior investimento em pesquisa e desenvolvimento do planeta, grande parte feita por empresas privadas. Uma antiga fábrica de papéis e de botas de borracha do interior do país foi o símbolo dessa transformação. A empresa, Nokia, hoje é a maior fabricante mundial de celulares, com 40% do mercado internacional. Juntos, ela e o sistema educacional são os dois maiores orgulhos dos finlandeses...."

    Fonte: Revista Veja nº 2048 - 16/2/08

    February 18

    Diplomados ocupam cargos de nível médio

     

    18/02/2008 16:39h - A competitividade no mercado de trabalho tem seus sintomas, e um deles é o grupo de profissionais com diploma na mão que ocupam cargos de nível médio. De acordo com a consultora de recursos humanos da Catho Online, Gláucia Costa, isso acontece muito, por vários motivos.

    O primeiro é a falta de foco do próprio profissional. Exemplo: durante a faculdade, ele trabalha em uma empresa que oferece inúmeras vantagens em termos de remuneração e crescimento, porém o que faz nada tem a ver com a área de formação. Por comodismo e medo de arriscar, ele não muda de emprego. Conclusão: o diploma é esquecido na gaveta.

    "Às vezes, mudar de emprego e começar a carreira na área de formação implica a regressão salarial e no nível hierárquico. As pessoas optam pela estabilidade, porque têm medo de buscar o novo, têm medo do incerto", analisa Gláucia, que aposta no planejamento de carreira antes do término da faculdade, para que isso não aconteça.

    Na área errada sem querer:: Outra razão que leva profissionais a não usar o diploma é a postura das empresas. "Como o estagiário é visto por algumas organizações como mão-de-obra barata, muitos universitários são contratados para desenvolver atividades que não estão diretamente ligadas à área de formação, muitas vezes em âmbito administrativo. E o pior é que eles dificilmente podem migrar de posto dentro da empresa."

    Além disso, existem os diplomados que simplesmente não encontram trabalho. Estamos falando de setores como o administrativo, o financeiro, o de saúde, o publicitário e o de relações internacionais, em que o número de vagas que abrem é limitado, havendo alto nível de competitividade. Nesses casos, a escolha de uma universidade pouco respeitada pelo mercado pode ser um fator negativo.

    Motivação :: Na opinião da consultora da Catho Online, é difícil encontrar satisfação no trabalho, quando não se trabalha com o que gostaria. "Em linhas gerais, dificilmente uma pessoa que não está na área de formação se sentirá motivada no dia-a-dia, uma vez que sabe que tem potencial para fazer muito mais, para agregar mais valor à empresa."

    Uma das saídas é encontrar motivação no salário, na estabilidade, enfim, em outros aspectos do trabalho. "Uma pesquisa da Catho indica que o que mais motiva as pessoas é a perspectiva de crescimento. Se alguém tem essa perspectiva, já é um caminho para encontrar satisfação. Outros fatores que motivam é o salário alto e a estabilidade, que também trazem uma cobrança menor por parte dos superiores", explica.

    É de suma importância, entretanto, para evitar esse quadro, fazer o planejamento de carreira antes mesmo de terminar a faculdade. Isso significa procurar fazer estágios estratégicos, desenvolvendo atividades diretamente relacionadas ao conteúdo do curso. Para quem quer entrar na área tardiamente, é necessário fazer um planejamento orçamentário, prevendo a queda na remuneração.

    Fonte: http://www.administradores.com.br

    February 09

    Fernando Pessoa pode ser lido gratuitamente

    Dica de Leitura

     Fonte: Mec :: 08/02/2008 15:05h - Brasília, 08/02/2008 – Pelo nome completo, Fernando Antonio Nogueira Pessoa não é conhecido dos grandes públicos. Entretanto, as palavras de Fernando Pessoa, como ficou conhecido o poeta português, volta e meia aparecem em conversas descontraídas. Muitos já ouviram alguém dizer “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, mas não sabem que estas palavras foram escritas por Fernando Pessoa há mais de um século. Nascido em Lisboa em 1888, é considerado um dos maiores poetas de todos os tempos e conquistou admiradores ao redor do mundo.

    Se o leitor brasileiro conhece Pessoa por alguns versos célebres, é possível conhecê-lo mais profundamente pelo sítio Domínio Público, que oferece gratuitamente obras de importantes escritores nacionais e estrangeiros. Entregar-se à leitura de seus poemas é ter uma outra visão do mundo. Como em Poema em linha reta, em que expõe sua própria fraqueza e se diz cansado da prepotência humana, arrebatando leitores de todas as classes sociais, etnias e nacionalidades. “Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada / Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.

    O contato com a literatura produzida pelo poeta de além-mar evoca sentimentos que o dinheiro não compra. Ainda assim, quem quiser entrar em contato com os pensamentos e divagações de Fernando Pessoa pode fazê-lo sem qualquer custo. No Domínio Público, suas obras aguardam apenas pelo acesso de internautas interessados. O esforço de um clicar de teclas é suficiente para que Pessoa discorra sobre a natureza, o amor e a humanidade.

    Utilizar vários heterônimos foi a estratégia do autor para dar voz a vários personagens de si mesmo. Para cada assinatura, uma biografia própria e até mesmo um mapa astral foram criados pelo artista português. Quando assinava como Alberto Caieiro, por exemplo, Pessoa dizia se colocar no lugar de um homem sem profissão e pouco instruído, um poeta da natureza. È sob o heterônimo de Caieiro que o poeta compõe O Guardador de Rebanhos. “Há metafísica bastante em não pensar em nada. / O que penso eu do mundo? / Sei lá o que penso do mundo! / Se eu adoecesse pensaria nisso”. Fernando Pessoa morreu em 1935, aos 47 anos, vítima de problemas hepáticos. Suas poesias e as obras de muitos outros autores estão disponíveis, gratuitamente, no Domínio Público.
    www.dominiopublico.gov.br

    Ana Guimarães

    February 05

    Como alfabetizar crianças pobres?

      
    "Devemos alfabetizar as crianças pobres com o mesmo respeito e empenho com o qual alfabetizamos as ricas mas nem sempre usando as mesmas metodologias.
     
    As crianças mais beneficiadas economicamente possuem mais acesso a livros, internet etc e isso faz com que elas apresentem maior "facilidade" no aprendizado.
    Já as mais carentes muitas vezes não tem nem ajuda em casa pois em vários casos os pais são semi- analfabetos. A primeira coisa a fazer é respeitar o mundo em que vivem essas crianças e aproveitá-lo nas aulas. Exemplificando: se é uma comunidade funkeira pode-se aproveitar esse estilo de música para trabalhar Lingua Portuguesa, Matemática, Pluralidade Cultural e no caso de adolescentes até a Educação Sexual. Cabe ao professor encontrar o melhor "

    Dê a sua opinião!

    February 02

    O Curso que dá mais dinheiro

     
    Num mercado cada vez mais competitivo, temos de nos assegurar que estaremos fazendo a escolha certa..."
     
    Minha opinião - 02 fev 2008: O Curso Superior que mais dá dinheiro e facilita o enriquecimento é aquele que vc fizer com muito amor, carinho, dedicação e estiver bem preparado para desempenhá-lo. O resto é conseqüência. Não é o curso que te enriquece mas, a sua capacidade e habilidade em executar as tarefas que ele exige.

    Conheço pessoas que nunca fizeram curso superior, até nem curso médio e, hoje são riquíssimos. Exemplo: Antonio Hermírio de Morais, Bill Gates, Silvio Santos, David "o camelô" (ganha 15 mil por uma palestra 40 minutos). Quer mais exemplos??

    O que enriquece é o poder de inovação e criatividade da pessoa, a determinação, a disciplina, maturidade, a vivência. Curso é apenas um complemento exigido pelo mercado competitivo, às vezes até dispensável para quem não sabe utilizá-lo. >`´<
     
    January 31

    Liberte-se!

     
    "Ninguém liberta ninguém. Ninguém se liberta sozinho. As pessoas se libertam em comunhão." - Paulo Freire
    "É a mais pura verdade! Cada pessoa com que interagimos nos ensina alguma coisa, acrescenta algo ( portanto nos ajuda neste processo de libertação ) Mesmo se não tivermos consciência, mesmo assim estaremos nos aproximando mais do verdadeiro "eu".. Tenho esta consciência ..."

    Ser "tia" é uma opção salarial?

     
     
    25 outubro 2006 - Antes de cobrar, o professor tem que se valorizar e não ficar esperando pelo Gov. Tem que fazer a parte que não fazem como profissionais. As escolas recebem várias ofertas de cursos promocionais de atualização gratuitos ou financiados pela instituição e ninguém quer ir - ficam no empurra-empurra. Muitos desses professores e professoras, de Educ infantil e do ensino fundamental, mal sabem ler e escrever, além de abominar a informática. Como podem reivindicar valor e respeito? Conheço escolas que estão com o lab. de informática abandonado - outros por fechar - porque nenhuma professora ou professor se habilita, por não ser de interesse pe$$oal.

    O que dizer de uma categoria que não batalha por um órgão de aconselhamento ou uma associação?? Não temos nenhum tipo de apoio, orientação e proteção à classe, sabia? A Pedagogia é órfã em todos os sentidos por falta de união de seus próprios membros. Fundar mecanismos de proteção à classe profissional não é função nem de interesse governamental.

    Todos os profissionais evoluem. Só os professores estão sempre na mesmice. É inconcebível que em era de avanço tecnológico, algumas ainda sintam saudades do "Caminho Suave". É um absurdo que li aqui mesmo no YR. Isso nada tem a ver com Gov. Tem a ver com mentalidade e acomodação de cada um. Ainda existe o quadro-de-giz por que, se tantas professoras e professores sofrem de alergia devido ao pó?? Tem certeza que é por causa do Gov.? Alguém já questionou isso? (eu sei, mas não é caso agora.)

    Se trabalham como "tios e tias" só podem ser tratados como tais. "Tios e tias" não precisam ser bem pagos: um agradinho está bom. "É um prazer!" E prazer não se remunera. Não é assim que muitas "ditas" professoras fazem questão de ser tratadas? Algumas chegam a dizer que choram quando chega o final do ano pela separação de seus "sobrinhos". Isso é carência pessoal! Deveriam chorar pela emoção do dever social e profissional cumprido. Afetividade cabe em qualquer profissão - tem que se amar o indivíduo como parte da sociedade e não como familiar com sentimentalismo piegas.

    Então ... Enquanto forem "parentes" deveram se contentar com ninharias, agradinhos. Para cuidar nem precisam gastar com faculdade porque não têm aproveitado o que lá é ensinado. A educação formal exige muito mais que "cuidar": precisa de técnica, arte, ciência, profissionalismo, seriedade. Quando abandonarem o pieguismo e o "parentesco", aí sim, saberão reivindicar seus direitos como profissionais de qualidade e terão direito a eles.

    Não estamos no tempo em que Getúlio Vargas mandava queimar os livros para impedir que o conhecimento chegasse a todos. Estamos sim, “deitados no berço esplêndido da 'ditadura do comodismo e da irresponsabilidade'” , hoje, sinônimo, de indolência, de individualismo, do "laissez faire" (deixa rolar) pois, com acesso livre ao conhecimento e Governos tão democráticos, liberais e flexíveis como esses que temos tido, o professor poderia fazer maravilhas, se quisesse mostrar o seu valor. Falar que o Gov quer ignorantes, é herança de mentalidade retrógrada e muito comodismo por parte de professores que se fazem de vítimas sabendo que não é assim.

    A Educação é setor de grande importância e respeito e não um refúgio de donas-de-casa como vem acontecendo. Precisa ser levada a sério com estudo, pesquisas, dedicação e não se contentar em apenas "papagaiar" Paulo Freire sem nem ao menos saber interpretar o que ele diz. Bons profissionais existem, entretanto não são vistos a olho nu porque estão encobertos por aqueles que mamam na teta do Gov, cheios de má-vontade. Os realmente responsáveis pelo futuro do país migram para escolas particulares, empresas ou Ongs - locais onde há PROFISSIONAIS com RESPONSABILIDADE SOCIAL, PARTICIPAÇÃO E COMPROMETIMENTO; onde são reconhecidos porque realmente trabalham.

    A escola não precisa de "mães" nem de "tias" mas, de profissionais competentes. Quando o novato ou novata chega à escola com sugestões modernas e práticas, o veterano (literalmente de braços cruzados) manda esquecer e se adaptar à situação vigente de marasmo e mesmice. E isso não acontece somente em uma ou outra escola de rede, mas em muitas delas. Essa é a mentalidade do professor brasileiro de rede pública que, além de se desvalorizar, leva junto o próprio colega.

    Numa sociedade, cada um deve fazer a sua parte. Na comunidade educacional, o governo deve fazer 100% do que lhe é atribuído, os pais 100%, os alunos 100% e os professores 100%. Como estamos falando em professores, estes não têm feito a sua parte. Um professor para ser valorizado só precisa conhecer bem o conteúdo a ser ensinado e ter a quem ensinar. Se o trabalho for de qualidade, a própria sociedade se mobilizaria em favor. O resultado desse trabalho - seja positivo ou negativo - se reflete em cada casa, no seio de cada família. Então, como defender profissionais que não se preocupam com a sua função? Salário baixo não é justificativa. Se assim fosse, não haveria mais nenhuma escola de Pedagogia ou ninguém mais participaria de concursos para professores. Esse negócio de dizer que ama o que faz com pieguice não corresponde a Paulo Freire. Vejo como uma ocupação cômoda e que, certamente, deve beneficiar de alguma forma tanto o gov como professores. Os “trocadinhos” recebidos correspondem aos estragos que vemos. O profissional que valoriza sua profissão briga por ela. Os professores não exigem do governo por não terem o que barganhar que é a qualidade profissional. Veja as outras classes/categorias como são organizadas e dinâmicas.

    As primeiras providências contributivas do Governo para melhoria da Educação nacional devem ser:
    :: aumento da carga horária da Língua Portuguesa, enfatizando "Leitura e Interpretação de textos"
    :: exigência de obrigatoriedade do ensino de Informática no Curso Superior Normal e de Pedagogia - como disciplina reprovatória.

    P.S. O professor e a professora como profissionais responsáveis são autoridades formal do saber: não são pai nem mãe. Não confundir com "familiarismo genético" que era (e ainda é) usado como estratégia para se manter o respeito entre o professor e o aluno. Esse conceito não deveria existir mais. É justamente essa mentalidade cômoda e fantasiosa que deve ser abolida.

    Os tempos e os valores são outros: o aluno deve respeitar o professor como autoridade do ensino, como pessoa, ser humano e profissional e, não por uma questão "sanguínea". O professor deve ver o aluno como um ser social e não como um familiar. Se não for parente não se respeita??!! Cada um na sua função e no seu papel.

    Quem tem que ditar a ordem são os donos do saber. Eles que têm que modificar a mentalidade dos governantes utilizando as ferramentas do conhecimento - arma de poder eficaz. Como afirmar que é desejo do Gov esse tipo de situação se não há tentativas de melhora por parte da classe? Tudo balela, justificativa cômoda, além de inaceitável porque quem manda é o povo e, na Educação, nesse caso, o povo é representada pela VOZ DO PROFESSOR.

    A exemplo de outros movimentos de arte, sem-terra, agricultores, industriais, cineastas - quando foi que um grupo significativo de professores foi à Brasília reivindicar qualidade no ensino (e não salário), hein? Vc se lembra??? Eu não!!
     
    Airaê Soares - Direitos reservados
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    Familiarismo na educação escolar

     

    24 de Outubro de 2006. O professor e professora perderam a autoridade desde quando se deixaram chamar de "tios e tias", resultando na  desqualificação total da profissão.
    Quem inventou esse tipo de tratamento deve ter pensado em chantagem emocional, entendendo que, ser "tia" mereceria mais respeito que ser pessoa, ser humano ou, ainda, que esse seria um recurso de autoridade pedagógica. Ao mesmo tempo em que há o exagero da afetividade,  conjuga-se à pieguice esse "grau de parentesco", denotando uma responsabilidade com o "ser familiar" e não com o ser social. Entre outros fatores, tal característica tem contribuído para a míngua da autoridade profissional há, pelo menos, 3 décadas.

    É verdade que os tempos e os valores são outros e o relacionamento professor-aluno precisa ser revisto, considerando que, o professor(a) é autoridade maior em sala de aula e, se deixou rebaixar pela própria negligência do "familiarismo" - a prática pedagógica se tornou teoria; a teoria ficou no discurso e, se perdeu no vazio. Nesse ponto, TAMBÉM, a educação do país se estagnou. Os alunos acabaram superando seus "mestres". O que se revela sensível e amplamente no cenário corrente da sociedade brasileira.

    A ditadura acabou há mais de 30 anos e os professores ainda estão nela no sentido de se reprimirem, de se fecharem para o avanço tecnológico, procurando algum culpado pelo resultado desastroso do fracasso escolar e do analfabetismo social, arraigado no comodismo, deixando que os alunos os ultrapassassem no conhecimento. Com a defasagem contextual do "profissional do saber", o distanciamento entre professor e aluno foi ocorrendo junto com o menosprezo à educação. Se os professores têm "medo" do computador, o jovem vai falar sobre o quê na escola - se tudo no mundo contemporâneo gira em volta da "high technology"?

    Evidentemente, que essa disparidade educacional se torna entediante, desgastante, desmotivadora para o jovem moderno, dinâmico e irreverente - o que não dá direito a agressões de nenhum tipo mas, dá direito à indignação e a um certo saudosismo do tempo em que ser mestra era um prazer tanto para o profissional quanto para o aluno que a tinha e a respeitava. Hoje, é causa de constrangimento; chega a ser motivo de pena e humilhação, justamente pela indolência e descaso da maioria da categoria que apenas fazem greve por melhores salários, mas nunca por uma educação de qualidade.

    A responsabilidade social é de todos (alunos, pais, autoridades gov, professores e educadores em geral): 100% de cada, em seus respectivos papéis.

    ::Airaê Soares - Direitos autorais reservados, lei 9610/98.

     

    Ludicidade: brincar para aprender

     

     

    30 junho de 2006:: Nossa essência está em segundo plano porque temos que seguir regras e leis impostas pelo ambiente em que vivemos. Construímos posturas que agradam a outros - ou seremos marginalizados. Sendo assim, a oportunidade de expansão e exteriorização do nosso eu está nos jogos e brincadeiras lúdicas. Na questão da disciplina, nota-se a importância das brincadeiras infantis e dos jogos que as crianças utilizam supervisionados por adultos - ferramentas cujas regras imitam e nos preparam para a vida real, ditando disciplina e ordem. Se brincar é dramatizar uma situação, então, os jogos lúdicos também devem fazer parte do lazer do adulto.

     

    Entende-se que brincar não é somente um meio lúdico infantil mas, do ser humano em si, pois, a todo momento estamos tentando novas descobertas e necessitamos de preparação através do lúdico. Alguns indivíduos não estão preparados para enfrentá-las porque simplesmente não têm lazer - não jogam, não brincam, se sentem ridículo ao acompanhar o filho naqueles “brinquedinhos infantis” - não enfrentam situações de ludicidade e descontração que serão transformadas em aprendizagem e conhecimento numa ocasião adequada.

     

    O brincar não pode portanto ser considerado uma atividade complementar a outras, mas uma atividade primordial para a construção da identidade cultural e da personalidade*.

     

    O lúdico é um processo contínuo e graduado de conformidade com a faixa etária. O brinquedo ou o jogo pode ser o mesmo, mas objetivo pode variar porque deve atingir a essência e a necessidade de cada indivíduo. As dinâmicas em grupo não deixam de ser um tipo de jogo ou brincadeira para adultos auxiliares do auto-conhecimento também. O brincar constrói pessoas e cidadãos e auxilia na estruturação de momentos decisivos de todo ser humano. Por isso, brincar é muito importante na fase infantil. A partir dessa fase, vem a renovação e manutenção, revalidação das regras e ordem já entendidas.

     

    Airaê Soares - Direitos autorais reservados, lei 9610/98.

    Ensino a distância

     

    30 janeiro 2007 - EAD (ensino a distância) não é um curso de exigência presencial e pode ser feito de qualquer parte do mundo tanto pela internet como pelos Correios. É uma realidade que está no Brasil a mais de meio século e vem acompanhando a evolução do ensino. Em alguns lugares tem o centro justamente para atender as pessoas que têm dificuldade em aprender sozinha. É uma opção. De modo geral, para aprender basta querer e ter motivos para isso. Sem motivação, não há aprendizagem - por mais inteligente que se seja.

    O ensino a distância exige do estudante desprendimento do mundo exterior, administração de tempo, disciplina, auto-didatismo, interesse e dedicação integral. A pesquisa é uma das características fundamentais nessa modalidade de estudo por substituir a presença do professor. Com a ausência do professor, é obrigado a pesquisar para obter respostas confiáveis. Esse é um dos fatores que faz com que seu conhecimento se amplie mais - ultrapassando até aqueles que frequentam assiduamente os bancos universitários - desenvolvendo também seu espírito investigativo e crítico.

    Nem todas as pessoas possuem os requisitos comportamentais exigidos mas não deixam de ser mais ou menos inteligentes por isso. É uma questão individual: há pessoas mais dependentes do mundo externo e aprendem mais quando são motivados pela presença de outros no ambiente. Há aquelas também que, sozinhas, não conseguem abstrair o tema e precisam utilizar os cinco sentidos.

    Muitas pessoas aprendem muito mais através de modalidades de ensino desse tipo do que num curso presencial no qual existem vários recursos para apenas se obter notas para aprovação, sem se preocupar com a qualidade do conhecimento. Estudo a distância realmente é para quem pode e quer. Inúmeras pessoas que desistem no meio do caminho por se sentirem incapazes de reunir todos os elementos básicos apresentados acima, a fim de obter um resultado satisfatório.

    Hoje em dia é uma realidade e a aceitação desse tipo de conhecimento por parte dos gestores de pessoas depende da cultura de cada um.

    Quem tem dúvida sobre esse tipo de escolha, mas precisa do EAD, pode fazê-lo e complementar o seu currículo com uma pós presencial. Acredito que essa complementação intencionalmente agregaria valores e desfaria o efeito preconceituoso que muitas pessoas têm a respeito do ensino a distância.

    De nada adianta ter um diploma de uma faculdade de nome mas, não gostar do que faz ou ser um profissional relapso. O que vale, na verdade, é o conhecimento adquirido de acordo com as necessidades do mercado. Para isso, com certeza, seja universidade presencial ou EAD, é preciso pesquisar - atividade que a maioria dos estudantes detestam, por isso são maus profissionais. E o ensino a distância - como qualquer ensino superior - tem esse fator pesquisa como característica primordial.

    De certa forma, o preconceito parte mais dos próprios interessados, por se sentirem incapazes de assumir compromisso totalmente independente. Aí repassam a responsabilidade para os selecionadores de RH. É preciso coragem para estudar a distância.

    Para finalizar, estudar a distância enfaticamente exige muito esforço, renúncia e administração de tempo, além de organização, boa vontade. Já fiz vários cursos livres a distância e pós também e, tenho certeza de que tudo que aprendi foi coerente e proveitoso. O conteúdo programático foi moderno e de grande utilidade para o meu dia a dia profissional e pessoal. *¨*¨*

    O hábito de ler

     

    Segundo a Revista Istoé de nº 1995/2008 – “Apenas 26% dos adultos são plenamente alfabetizados, mas falar e escrever bem é crucial para progredir na vida.

    O Brasil vive um momento positivo na economia, apesar da crise nos mercados financeiros mundiais. Os investimentos estão em alta, a demanda cresce e o nível de desemprego registrado em 2007, de 9,3%, foi o menor em cinco anos. Mesmo com os ventos favoráveis, quem não possui qualificação tem mais dificuldade de se colocar no mercado de trabalho e é mais mal remunerado. Só um maior acesso à educação é capaz de mudar esse quadro. E a ferramenta indispensável para tirar proveito dos estudos, causar boa impressão numa entrevista de emprego e abrir as portas do crescimento profissional é a correta utilização da língua.

    Esse é um dos maiores problemas do brasileiro. Pesquisas mostram que, no País, apenas 26% das pessoas entre 15 e 64 anos são plenamente alfabetizadas. Isto é, têm domínio total das habilidades de leitura e escrita.”

    A Língua Portuguesa, como qualquer outro idioma, só apresenta dificuldade para as pessoas que não têm o hábito da leitura e da escrita. Aliás, tudo que não se pratica se torna difícil, incompreensível e 'chato', seja idioma, ou qualquer outra ação.

    O hábito da leitura desperta o espírito investigativo e auxilia no poder da crítica pessoal, ampliando a visão sobre vários assuntos do dia-a-dia. Quem lê tem opinião própria sem precisar copiar idéias alheias. Quem lê anda com as próprias pernas. A falta desse hábito torna o indivíduo um servo.

    Quando não se conhece o objeto com o qual se relaciona, gera-se uma dificuldade de compreensão, o conflito é inevitável. Esse resultado vale, de modo geral, para todo o tipo de relação, incluindo, a relação intrapessoal (consigo mesmo). Se não há familiaridade, os obstáculos se transformam em problemas e não em desafios.

    A leitura cotidiana proporciona liberdade, independência e clareza de pensamentos e idéias. Quando mais se lê, mais se liberta.

    Airaê Soares - 29/01/2008.

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