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January 31 Familiarismo na educação escolar
Ludicidade: brincar para aprender
30 junho de 2006:: Nossa essência está em segundo plano porque temos que seguir regras e leis impostas pelo ambiente em que vivemos. Construímos posturas que agradam a outros - ou seremos marginalizados. Sendo assim, a oportunidade de expansão e exteriorização do nosso eu está nos jogos e brincadeiras lúdicas. Na questão da disciplina, nota-se a importância das brincadeiras infantis e dos jogos que as crianças utilizam supervisionados por adultos - ferramentas cujas regras imitam e nos preparam para a vida real, ditando disciplina e ordem. Se brincar é dramatizar uma situação, então, os jogos lúdicos também devem fazer parte do lazer do adulto.
Entende-se que brincar não é somente um meio lúdico infantil mas, do ser humano em si, pois, a todo momento estamos tentando novas descobertas e necessitamos de preparação através do lúdico. Alguns indivíduos não estão preparados para enfrentá-las porque simplesmente não têm lazer - não jogam, não brincam, se sentem ridículo ao acompanhar o filho naqueles “brinquedinhos infantis” - não enfrentam situações de ludicidade e descontração que serão transformadas em aprendizagem e conhecimento numa ocasião adequada.
O brincar não pode portanto ser considerado uma atividade complementar a outras, mas uma atividade primordial para a construção da identidade cultural e da personalidade*.
O lúdico é um processo contínuo e graduado de conformidade com a faixa etária. O brinquedo ou o jogo pode ser o mesmo, mas objetivo pode variar porque deve atingir a essência e a necessidade de cada indivíduo. As dinâmicas em grupo não deixam de ser um tipo de jogo ou brincadeira para adultos auxiliares do auto-conhecimento também. O brincar constrói pessoas e cidadãos e auxilia na estruturação de momentos decisivos de todo ser humano. Por isso, brincar é muito importante na fase infantil. A partir dessa fase, vem a renovação e manutenção, revalidação das regras e ordem já entendidas.
Airaê Soares - Direitos autorais reservados, lei 9610/98. Ensino a distância
30 janeiro 2007 - EAD (ensino a distância) não é um curso de exigência presencial e pode ser feito de qualquer parte do mundo tanto pela internet como pelos Correios. É uma realidade que está no Brasil a mais de meio século e vem acompanhando a evolução do ensino. Em alguns lugares tem o centro justamente para atender as pessoas que têm dificuldade em aprender sozinha. É uma opção. De modo geral, para aprender basta querer e ter motivos para isso. Sem motivação, não há aprendizagem - por mais inteligente que se seja. O ensino a distância exige do estudante desprendimento do mundo exterior, administração de tempo, disciplina, auto-didatismo, interesse e dedicação integral. A pesquisa é uma das características fundamentais nessa modalidade de estudo por substituir a presença do professor. Com a ausência do professor, é obrigado a pesquisar para obter respostas confiáveis. Esse é um dos fatores que faz com que seu conhecimento se amplie mais - ultrapassando até aqueles que frequentam assiduamente os bancos universitários - desenvolvendo também seu espírito investigativo e crítico. Nem todas as pessoas possuem os requisitos comportamentais exigidos mas não deixam de ser mais ou menos inteligentes por isso. É uma questão individual: há pessoas mais dependentes do mundo externo e aprendem mais quando são motivados pela presença de outros no ambiente. Há aquelas também que, sozinhas, não conseguem abstrair o tema e precisam utilizar os cinco sentidos. Muitas pessoas aprendem muito mais através de modalidades de ensino desse tipo do que num curso presencial no qual existem vários recursos para apenas se obter notas para aprovação, sem se preocupar com a qualidade do conhecimento. Estudo a distância realmente é para quem pode e quer. Inúmeras pessoas que desistem no meio do caminho por se sentirem incapazes de reunir todos os elementos básicos apresentados acima, a fim de obter um resultado satisfatório. Hoje em dia é uma realidade e a aceitação desse tipo de conhecimento por parte dos gestores de pessoas depende da cultura de cada um. Quem tem dúvida sobre esse tipo de escolha, mas precisa do EAD, pode fazê-lo e complementar o seu currículo com uma pós presencial. Acredito que essa complementação intencionalmente agregaria valores e desfaria o efeito preconceituoso que muitas pessoas têm a respeito do ensino a distância. De nada adianta ter um diploma de uma faculdade de nome mas, não gostar do que faz ou ser um profissional relapso. O que vale, na verdade, é o conhecimento adquirido de acordo com as necessidades do mercado. Para isso, com certeza, seja universidade presencial ou EAD, é preciso pesquisar - atividade que a maioria dos estudantes detestam, por isso são maus profissionais. E o ensino a distância - como qualquer ensino superior - tem esse fator pesquisa como característica primordial. De certa forma, o preconceito parte mais dos próprios interessados, por se sentirem incapazes de assumir compromisso totalmente independente. Aí repassam a responsabilidade para os selecionadores de RH. É preciso coragem para estudar a distância. Para finalizar, estudar a distância enfaticamente exige muito esforço, renúncia e administração de tempo, além de organização, boa vontade. Já fiz vários cursos livres a distância e pós também e, tenho certeza de que tudo que aprendi foi coerente e proveitoso. O conteúdo programático foi moderno e de grande utilidade para o meu dia a dia profissional e pessoal. *¨*¨* O hábito de ler
Segundo a Revista Istoé de nº 1995/2008 – “Apenas 26% dos adultos são plenamente alfabetizados, mas falar e escrever bem é crucial para progredir na vida. O Brasil vive um momento positivo na economia, apesar da crise nos mercados financeiros mundiais. Os investimentos estão em alta, a demanda cresce e o nível de desemprego registrado em 2007, de 9,3%, foi o menor em cinco anos. Mesmo com os ventos favoráveis, quem não possui qualificação tem mais dificuldade de se colocar no mercado de trabalho e é mais mal remunerado. Só um maior acesso à educação é capaz de mudar esse quadro. E a ferramenta indispensável para tirar proveito dos estudos, causar boa impressão numa entrevista de emprego e abrir as portas do crescimento profissional é a correta utilização da língua. Esse é um dos maiores problemas do brasileiro. Pesquisas mostram que, no País, apenas 26% das pessoas entre 15 e 64 anos são plenamente alfabetizadas. Isto é, têm domínio total das habilidades de leitura e escrita.” A Língua Portuguesa, como qualquer outro idioma, só apresenta dificuldade para as pessoas que não têm o hábito da leitura e da escrita. Aliás, tudo que não se pratica se torna difícil, incompreensível e 'chato', seja idioma, ou qualquer outra ação. O hábito da leitura desperta o espírito investigativo e auxilia no poder da crítica pessoal, ampliando a visão sobre vários assuntos do dia-a-dia. Quem lê tem opinião própria sem precisar copiar idéias alheias. Quem lê anda com as próprias pernas. A falta desse hábito torna o indivíduo um servo. Quando não se conhece o objeto com o qual se relaciona, gera-se uma dificuldade de compreensão, o conflito é inevitável. Esse resultado vale, de modo geral, para todo o tipo de relação, incluindo, a relação intrapessoal (consigo mesmo). Se não há familiaridade, os obstáculos se transformam em problemas e não em desafios. A leitura cotidiana proporciona liberdade, independência e clareza de pensamentos e idéias. Quando mais se lê, mais se liberta. Airaê Soares - 29/01/2008. :*:*:*: |
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