É comum ouvir professores em reuniões pedagógicas comentarem a respeito dos alunos: “Aluno é a imagem do cão!”; “Escola boa é aquela sem aluno!”. Citado dessa forma, soa bastante ofensivo e relembra situações de guerra.
No cotidiano escolar, sabe-se que as relações interpessoais não são sempre positivas. A violência crescente na sociedade ultrapassa os muros escola adentro. Além disso, o contexto social, político e econômico brasileiros em que a escola está inserida, contribuem para o estabelecimento de relações interpessoais desfavoráveis e deletérias.
Nesse contexto, a sala de aula assemelha-se a uma arena de luta, cujos participantes, cada qual com seus problemas, disputam poder e lutam pela sobrevivência.
Para relacionar-se com alunos “problemas”, especificamente com problemas de comportamento e relacionamento, o professor pode agir de maneira ética, respeitosa, satisfatória, positiva e construtiva para o crescimento do aluno sem perder a autoridade, o afeto, sem ser permissivo ou, sem ser opressor.
O aluno identificado como “problema” por muitos professores é aquele que se comporta em aula de maneira a:
1. retrucar o que o professor diz; 2. indagar ou responder as perguntas do professor repetidas vezes; 3. objetar às observações e às avaliações contínuas do professor; 4. contestar as normas da escola; 5. esquivar-se de realizar atividades e tarefas propostas pelo professor; 6. rechaçar comentários dos colegas; 7. desrespeitar os valores do grupo, do professor, da escola e, enfim, da sociedade.
Para resolver positivamente as situações de conflito com os alunos, é útil ao professor:
1. Receber a queixa, dúvida, comentário, opinião, etc. Acolher o sentimento do aluno quando os expressa.
2.Observar a comunicação verbal e não-verbal do aluno. Ouvir atentamente o que ele diz e perceber como o diz. Observar o tom da voz, a respiração, a gesticulação, a expressão facial, etc.
3. Manter a segurança em si mesmo e o domínio de ações e palavras.
4. Dissociar na mensagem a fala ou o comportamento do sentimento e da intenção positiva subjacentes. O comportamento pode ser indesejado pela escola, pelo professor e pela sociedade, mas a intenção desse comportamento pode ser positiva, bem como o sentimento pode ser legítimo. Por exemplo:
a. quando o aluno se defende retrucando, o sentimento pode ser raiva, ou insatisfação, ou incompreensão; o comportamento pode ser a desobediência, a agressividade, a ironia, o desrespeito, a indisciplina;
b. quando o aluno não reconhece um erro cometido e se justifica agredindo verbalmente, a intenção positiva (para o aluno) é de autodefesa; o comportamento é de combatividade;
c. quando não realiza tarefas com argumentos de uma lista de problemas pessoais; o sentimento pode ser de frustração, de desmotivação, de fracasso, de carência afetiva, necessidade de ajuda; o comportamento é a indisciplina, ou preguiça, etc.
d. ao contestar o professor em aula com a defesa de outro ponto de vista, ou de outras teorias, a ação positiva desse comportamento pode ser ter a coragem e a capacidade de expressar-se verbalmente e promover o enriquecimento da aprendizagem, ampliando o conjunto de informações e o conhecimento da turma e do professor; o comportamento que deve ser corrigido é a forma de realizar a contestação e o momento adequado. Pode também aproveitar a oportunidade para desenvolver nos alunos a atitude de ter flexibilidade nas opiniões.
1. Começar argumentando no tom e no ritmo de voz do aluno, às vezes é necessário, mas diminui-los até finalizar demonstrando calma e tolerância.
2. Revelar para o aluno que entende o sentimento e/ou a intenção positiva, entretanto, que não concorda com (ou não aceita) a atitude ou o comportamento indesejado no contexto em que ocorre.
3. Valorizar os aspectos positivos da questão levantada ou da defesa apresentada pelo aluno.
4. Concordar com a intenção positiva do aluno e citar outros comportamentos mais adequados tendo em vista o convívio social civilizável e as relações interpessoais positivas.
5. Responder a pergunta com preceitos da doutrina, ou da área do saber, ou do conhecimento científico/técnico/tecnológico, ou ainda, conforme as regras, normas e valores da escola, socialmente estabelecidos.
Com isso, o professor evita entrar na armadilha emocional do aluno e ainda, contribui para auxiliá-lo no desenvolvimento das Inteligências Interpessoais e Intrapessoais propostas por Gardner, à medida que o aluno reconhece mais seus sentimentos e atitudes, aprende a lidar com eles numa perspectiva encorajadora e que escolhe modificar os comportamentos indesejados.
O sentimento, ou o ato ou efeito de sentir-se (Acepção extraída do Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa 1.0.), deve ser considerado legítimo e, portanto, deve ser acolhido como manifestação humana autêntica. O comportamento é que pode ser modificado e/ou adaptado, uma vez que todo comportamento é adequado em algum contexto.
É preciso também que, conforme a teoria psicanalítica, o professor reconheça ser o alvo da transferência de amor e ódio dos seus alunos e saiba suportar esses sentimentos tendo em vista o seu papel para o desenvolvimento humano. Portanto, é preciso possuir auto-estima, auto-imagem, autoconceito, ou seja, é preciso Inteligência Intrapessoal. Além disso, o professor precisa de experiência e do contínuo aprimoramento das competências técnica/tecnológica/científica e pedagógica.
Danielle Paiva, é pedagoga licenciada pela Universidade de Brasília. Pós-graduada em Psicopedagogia. Contato: danielle10@ibest.com.br
O uso do internetês é cada vez mais comum no mundo atual e é baseado na simplificação informal da escrita, com o objetivo principal de agilizar a digitação. Na ânsia de se comunicar em um curto espaço de tempo, as pessoas abreviam palavras ao limite do irreconhecível, traduzem sentimentos por ícones e simplesmente renunciam às mais elementares regras gramaticais.
O resultado dessa anarquia comunicativa divide opiniões. O respeitado lingüista inglês David Crystal, autor do livro A linguagem e a Internet, diz que não prevê um futuro desastroso para a gramática por causa da rede; além disso, lembra que a invenção do telefone provocou a mesma desconfiança dos estudiosos preocupados com o risco de uma afasia epidêmica entre os usuários, por incorporarem uma linguagem cheia de hã, hã e alôs. “Eles corriam o risco de perder a capacidade de expressão e sociabilidade e não foi o que ocorreu”, lembra Crystal. Ele faz uma previsão otimista dizendo que o jargão dos chats e dos blogs pode estimular outras formas de literatura e desenvolver o autoconhecimento do jovem.
No entanto, existe o outro lado da história que aborda o uso dessa linguagem em locais não apropriados, como é o caso da escola. Como professora de Língua Portuguesa, percebo o quanto é comum em textos escolares o uso de abreviações como vc (você), hj (hoje), bjs (beijos) e tb (também), entre outros. Os alunos justificam que usam o internetês de forma inconsciente e automática. Por isso, cabe à escola alertar os alunos sobre o vício que pode causar o uso constante desse tipo de linguagem e reforçar que a atitude ideal para evitar essa situação é usar freqüentemente a variante padrão da língua, já que essa sempre será bem aceita. Para isso, seguem algumas sugestões:
· >> Tenha bom senso, evite exageros.
Se não há como deixar de abreviar certas palavras nos chats ou salas de bate-papo, procure usar as abreviações mais comuns, evite as pouco usadas ou que somente quem tem acesso à Internet conheça.
· >> Leia bastante.
Quem lê mais, escreve melhor. Pois quem lê tem um vocabulário mais vasto, está em contato com outro tipo de linguagem (além do internetês) e, obviamente, escreve melhor em qualquer situação.
· >> Conheça a norma padrão de sua língua.
Se você conhece a norma culta da língua será mais fácil usá-la. Quem não conhece está mais propício a usar o internetês em situações indevidas.
Leila Mendes é professora de Português e Literatura do Ensino Médio
O ciúme pode ser considerado uma das emoções mais comumente vivenciadas pelos seres humanos. Caracteristicamente, ele é desencadeado por uma sensação de ameaça a um relacionamento pessoal valorizado pelo indivíduo. Muitos autores consideram o ciúme uma reação de adaptação, que se desenvolveu juntamente com a evolução da espécie humana, como uma defesa contra ameaças de infidelidade e abandono.
Existem várias definições para o ciúme, sendo que em todas elas podemos identificar três importantes aspectos: (1) reação frente a uma ameaça percebida; (2) existência de um "outro", real ou imaginário; e (3) reação que tem como objetivo eliminar o risco de perda do objeto amado.
É dito popular que o ciúme é o tempero do amor, porém essa emoção pode muitas vezes ultrapassar os limites do que é considerado normal, sendo fonte de grande sofrimento para as duas pessoas envolvidas.
O campo do ciúme é um terreno acidentado e instável, onde a diferenciação entre o que é real e o que é imaginário frequentemente não é muito simples. Primeiramente surgem as dúvidas, que podem transformar-se em idéias delirantes. A partir daí, a pessoa passa a buscar a confirmação dessas dúvidas. Para isso, ela faz telefonema surpresa, chega à casa sem avisar, segue o(a) companheiro(a), contrata detetives, examina bolsos, roupas íntimas, etc. Infelizmente, as dúvidas nunca são satisfeitas.
Apesar de o ciúme parecer ser uma tentativa inconsciente de preservar e proteger o sentimento "amor", ele frequentemente dá vazão a sentimentos extremamente desagradáveis, como a raiva, a vergonha, o medo da perda, explosões emocionais e até reações violentas. Segundo a terapeuta Marilandes Braga, o ciúme vem de dentro da pessoa e se liga à baixa de auto-estima e à insegurança. Em complementação, o psiquiatra Eduardo Santos afirma que o ciúme nada mais é que um sentimento voltado para a própria pessoa que o sente, representando o medo de perda do outro ou de sua exclusividade sobre ele.
Segundo o Dr. Eduardo, poderíamos classificar o ciúme em três tipos:
• O tipo normal é o mais comum. A pessoa sente-se enciumada naquelas situações nas quais ela se veja excluída ou ameaçada de exclusão na relação com o outro. Ela costuma até mesmo discutir esse sentimento com o(a) companheiro(a), podendo tirar algumas conclusões sobre seu jeito de ser.
• No segundo tipo, existe uma sensação constante de angústia e instabilidade, insegurança e fragilidade da relação. A pessoa fica em um "estado de tensão" permanente. Procura-se continuamente a comprovação das dúvidas, podendo-se adquirir uma postura agressiva e acusadora.
• O terceiro tipo é o "ciúme patológico", no qual a desconfiança do ciumento dá lugar a uma certeza infundada de que ele está realmente sendo traído ou abandonado. A pessoa pode cometer atos extremos de agressividade, podendo levar a homicídios passionais.
A denominação de síndrome de Otelo, para os casos de ciúme patológico, faz alusão ao personagem do escritor inglês William Shakespeare. No conto, a personagem se vê imersa em um mar de dúvidas e pensamentos fantasiosos de que sua mulher o estaria traindo, alimentadas por uma outra pessoa, que acaba assassinando sua amada.
O ciúme patológico se caracteriza por um desejo intenso de controle total dos sentimentos e comportamento do(a) companheiro(a). A pessoa tem preocupação exagerada com os relacionamentos anteriores do outro, o que pode gerar idéias repetitivas e obsessivas, que não conseguem ser eliminadas. Esse medo desproporcional e irracional de perder o parceiro acaba levando a um comprometimento das relações. Alguns autores consideram que a característica principal desse tipo de ciúme seria o medo infundado, sem razão, e não na sua intensidade.
O indivíduo portador desse distúrbio experimenta diversas sensações, como a ansiedade, a depressão, a raiva, a vergonha, a humilhação, culpa, aumento do desejo sexual e o desejo de vingança. Acho interessante a comparação desse paciente com um vulcão emocional, que está prestes a entrar em erupção. Esses pacientes apresentam grande tendência a atitudes violentas. Segundo Palermo, a maioria dos casos de suicídio cometidos após um homicídio são devidos a ciúme patológico. Vale ressaltar que o ciúme patológico pode ser observado em associação a diversas doenças psiquiátricas.
O tratamento deve ser sempre buscado, já que esse ciúme é fonte de grande sentimento para o casal, inclusive para o ciumento.
Alguns autores consideram que, quando vivenciado de maneira equilibrada, o ciúme pode favorecer a relação, fortalecer a paixão e o compromisso. Eles alegam que a ausência de ciúmes seria muito pior, na medida em que poderia indicar indiferença e rejeição.
Uma atitude muito comum nos relacionamentos interpessoais é a provocação do ciúme por um dos parceiros. Homens e mulheres lançam mão de diferentes táticas, com o objetivo hipotético de se sentir seguro em uma relação. Entre essas táticas, podemos destacar: fingir indiferença; usar roupas provocantes; troca de olhares e demonstração de interesse por outro(a); entre outras. Se o(a) companheiro(a) reage com indiferença, decodifica-se que não existe amor.
Segundo o psicólogo David Buss, alguns sinais de ciúme podem ser encarados como atos de amor. Ao vivenciar o ciúme, vivencia-se também, inconscientemente, a intensidade do sentimento amoroso. Assim, reforça-se a hipótese de que o ciúme seria um mecanismo de proteção da relação a dois, na tentativa de afastar os rivais. Segundo Maria Clara Heise, a sensação do ciúme pode ser dolorosa, mas é um alerta para possíveis ameaças de abandono e traição.
De vez em quando, penso como eu gostaria que me vissem: eu gostaria que me vissem como alguém que procura descobrir a causa da causa da causa. Assim, se alguém inventar de me dar algum presente, já sabe o que eu mais aprecio...
Isso vem a propósito da polêmica da alfabetização. Corri e comprei a terceira e última edição do livro do Capovilla, “Alfabetização, método fônico”. (Memnon Edições Científicas). Mergulhei e senti que a discussão está aquecida para além da temperatura razoável.
Na sétima página da apresentação, o leitor fica sabendo que há três contendores na arena: o antigo método alfabético-silábico (o avô do método fônico), o método construtivista (Emília Ferreiro) e o método fônico. Neste momento da batalha, os defensores do método fônico afirmam que o fracasso brasileiro é culpa dos construtivistas.
Investigação
Procurando as causas das causas das causas, vejo diversas causas para o nosso fracasso no processo de alfabetização. Não dá, portanto, para atribuir toda a catástrofe aos construtivistas.
Há oitenta ou cem anos atrás, os brasileiros eram muito melhor alfabetizados do que agora? Sim. Em 1920, o Estado de São Paulo – que tinha a melhor educação pública – só atendia 28% da demanda. Essa minoria (muito bem alfabetizada) tinha como professores pessoas das classes letradas que educavam crianças oriundas também das classes letradas. O método provavelmente era o da velha cartilha, que adotava o avô do fônico, ou seja, o método alfabético-silábico. “Provavelmente”, repito, porque ninguém pode ter certeza de qual método estavam empregando em 1906, por exemplo. É possível que cada alfabetizador tivesse lá os seus segredos.
Dentre as muitas causas está justamente uma das poucas vitórias que podemos alardear agora, em 2006: há vagas para todas as crianças. É preciso lembrar que em 1981 tínhamos sete milhões de crianças que nem chegavam perto de qualquer tipo de escola. Isso foi há 25 anos. E, naquele mesmo ano, a Unesco se espantou porque não tínhamos pré-escola. Então, nestes últimos 25 anos só pudemos cuidar da quantidade de vagas. Um notável esforço quantitativo, e não qualitativo, porque não seria possível trocar o pneu do ônibus em movimento.
O método construtivista – de verdade – deve ter sido adotado em poucas escolas, principalmente particulares, pois são as que conseguem fazer experimentos duradouros, com continuidade.
Muito antes de se ouvir falar em Emília Ferreiro, já se estava pregando, no Brasil, a alfabetização que deveria partir de parágrafos complexos e completos, alegando que as crianças seriam possuídas pelo sentido do texto antes de tentar decifrar o código das letras. Essa foi mais uma das causas das causas. E isso não se chamava construtivismo. Dizia-se que ensinar vogal por vogal era coisa muito medíocre, anacrônica.
Qual a causa mais culpada?
Talvez a presunção de querer ser moderno sem antes preparar professores para essa missão tão importante. Talvez. Mas penso que ninguém está em condições de afirmar nada de forma definitiva ou radical, pois esse é um daqueles fenômenos que têm muitas e fugidias causas.
Conhecendo e trabalhando com professores alfabetizadores, raramente encontrei algum que fosse realmente profundo conhecedor do construtivismo. Discursos, sim, encontrei muitos. Sem fundamento. Por isso, não penso que podemos culpar nenhuma das correntes, estilos, métodos. Quando a porta da sala de aula se fecha, ninguém sabe qual o método que será usado. Provavelmente, é aquele com que a alfabetizadora foi alfabetizada. Só se minha avó era construtivista.
É doutor em Planejamento e Aplicações Militares, professor do curso de pós-graduação em Gestão de Assuntos Públicos da PUC–PR, consultor, palestrante e pesquisador.
Texto de Raúl Candeloro, retirado da revista Gestão Educacional de junho de 2008. Para começar bem a semana...
Aposto que existem muitas situações diferentes que o deixam frustrado. Mas você já parou para pensar por que é que existe frustração?
Por que é que ficamos frustrados? Por que é que temos essa emoção dentro do nosso repertório emocional? Ela certamente não nos traz prazer. Então para que ela existe?
Segundo Ralph Marston, é porque a frustração nos dá foco. Não importa o que cause a frustração, seu propósito é estimular ações positivas. Se não tivéssemos a capacidade de nos sentirmos frustrados, teríamos que suportar eternamente esses fatores negativos. Para Marston, a frustração nos mostra que há algo errado, e que temos que agir para mudar isso. Afinal, a frustração só acontece quando a realidade não se encaixa com o que esperávamos da vida.
Quando alguma coisa derrubá-lo, a melhor coisa a fazer é voltar a levantar-se. Pessoas de sucesso passam por tantas dificuldades quanto qualquer um, se não mais. Segundo Marston, a diferença entre o sucesso e o fracasso não é o número de vezes que você é derrubado. A diferença está na velocidade com que você se levanta.
Dificuldades não devem ser desculpas para não tentar – são desafios para avançar. É fácil reclamar quando você sofre um desapontamento. Fácil e inútil. É fácil encontrar algo ou alguém em quem jogar a culpa. Mas isso raramente melhora a situação.
Você tem nas suas mãos todas as habilidades necessárias para ser tudo o que quiser ser. Norman Vincent Peale disse "Mude seus pensamentos e você muda seu mundo". Entretanto, podemos ir um passo além: mude suas ações e você muda seu destino.
Suas ações revelam a dedicação e as verdadeiras prioridades na sua vida. Elas criam a substância do seu destino. Suas ações fazem toda a diferença no resultado final, e estão completamente sob o seu controle. A qualidade da sua vida é determinada pela qualidade e consistência das suas ações, não apenas de seus pensamentos. Agir sem pensar é ignorância. Pensar e não agir é pura ilusão.
Então pense e tome ações positivas todos os dias, como se a sua vida dependesse disso. Porque ela depende.
Outro dia me convidaram para irmos ao MC DONALD’S comermos CHEESE BURGER.
O salão estava lotado e fizemos os pedidos através de um tal de DRIVE THRU. Os colegas percebendo a minha irritação disseram: se tu tiver com pressa, eles têm um sistema de DELIVERY, maravilhoso. Desacostumado com este linguajar chamei os cabas:
- Vâmo s’imbora.
Seguimos pela avenida HENRIQUE SCHAUMANN, onde pude observar um OUTDOOR escrito: CHINA IN BOX, e uma seta indicativa PARKING. Nós não paramos por lá não.
Seguimos mais adiante, avistamos um restaurante bonito e luxuoso, e na porta de entrada uma luz neon piscando escrita OPEN.
Quando olhei pro chão, pude ver estampado um capacho com a bandeira americana me convidando: WELLCOME. Ao adentrarmos naquele recinto eu pude observar na sua decoração, e nas paredes estavam escrito assim: ICE CAKE, CHEESE EGG, CHEESE BURGER e FAST FOOD.
Eu pensei comigo: “FOOD na Bahia a gente USA numa outra situação…��?
Do meu lado esquerdo uma garota tomava uma cerveja numa lata vermelha e azul cuja marca era BUDWEISER. O camarada que lhe acompanhava tomava sua LONG NECK HEINEKEN. Do me lado direito uma loira bonita peituda falava pro cabra com voz sensual assim: “Eu trabalho numa RELAX FOR MAN…��?
E ele pergunta pra ela: “Fica próximo do Motel MY FLOWERS?��?. E ela lhe responde:
“Não BABY, fica junto ao NIGHT CLUB WONDERFUL PENETRATION!��?
A fome aumentava juntamente com a raiva, e eu não sabia se pedia um HOT DOG, ou um simples cachorro quente.
Emputecido mais uma vez com aquela situação, chamei os caboclos:
- Vâmo s’imbora.
Na saída o manobrista nos recebe e nos entrega as chaves do nosso possante veiculo – um fusca 68 fabricado em Volta Redonda na época do presidente JUSCELINO KUBITSCHEK.
Ele olha pra mim e me diz: “THANK YOU SIR AND HAVE A GOOD NIGHT.��? E eu usando toda minha simplicidade e educação que aprendi no sertão da Bahia, olhei pra ele e lhe disse:
"oi pessoas , ontem li na net que um menino d e8 anos passou no vestibular prea direito ..e calma eu sei que isso e loucura mais dizem que o que mais valeu foi a redaçao dele ...vcs acham o que disso ? a prova estaria facil o ou moleque é bom msm? na minha opiniao acho estranho pq um garoto na 5 serie nao tem noçao nem de quimica nem de fisica aprofundada como poderia passar ?nao sei nao viu passo a bola pra vcs o que vc acham disso ?"
by aeiou Opinião: "Tempos atrás um analfabeto entrou na faculdade. Mas analfabeto no sentido literal. Não sabia ler mesmo. Então, por que um garoto de 8 anos, semi-alfabetizado não poderia ser "aprovado"? O absurdo mesmo está em aceitar um aluno desse tipo, sem a mínima condição de vivência, como calouro num curso superior de grande responsabilidade.
Acredito que na verdade seja uma jogada de marketing por parte da universidade, demonstrando ainda muita irresponsabilidade e descomprometimento com a educação do país.":>:
Ponto-chave da Batalha de Idéias proposta por Fidel Castro, a educação é um dos pilares de sustentação da Revolução em Cuba, país que se dá ao luxo de declarar-se território livre de analfabetismo há 45 anos
Os alunos do 1º e 2º ano do ensino médio da rede estadual de São Paulo poderão receber bolsas de estudos para pesquisa científica. Essa é a proposta do projeto "Pré-Iniciação Científica", promovido pela Secretaria de Estado da Educação e pela USP (Universidade de São Paulo).
Os alunos podem se inscrever até 3 de março pela Internet. As atividades começam em 17 de março. Os estudantes realizarão pesquisas dentro de institutos da USP nas áreas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos e matemática.
São 360 vagas para alunos e 60 para professores, que atuarão como supervisores. A duração da pesquisa será de uma ano e os alunos terão bolsas-auxílio de R$ 150 por mês. A seleção levará em conta o projeto de pesquisa apresentado pelo aluno e por seu orientador.
Os professores que se cadastraram até o útimo dia 25 e que forem selecionados, participarão de formação para supervisionar os alunos de seu grupo. Precisam ser titulares de cargo efetivo e permanecer na mesma escola durante o período de realização do programa.
A carga horária é de oito horas semanais -- as pesquisas devem ser feitas em horários alternativos às aulas do ensino médio.
USP recebe inscrições de alunos da rede estadual para bolsa científica
25/02/2008:: O "gerundismo" é uma expressão lingüística que vem sendo debatida e combatida sem muito sucesso pois, infelizmente, quanto mais se tenta corrigir tal vício de linguagem, muitas pessoas insistem em seguir a onda dos “letrados”. Pior que esse modo de falar absurdo, pedante e ridículo predomina entre alguns que se dizem escolarizados a partir do curso médio. São os gerentes, executivos, professores, doutores, chefes e encarregados disso ou daquilo, sem contar os operadores de telemarketing. É triste ver esse massacre da nossa língua em troca de um estrangeirismo fora de hora, valorizando, assim, um simples made in U.S.A.
"... pode estar atuando" Diga simplesmente: "..pode atuar, ou poderá atuar?" É simples mas é a forma corretíssima da expressão na língua portuguesa. ".. posso está comprando luvas "
Dê sua opinião.
por Airaê Soares - Consultora e Assessora Pedagógica
Grupo: ninguém sabe direito o que o outro pensa porque as pessoas ou não se comunicam ou falam de forma política sem dizer o que realmente pensam. Às vezes alguns falam, mas de forma descontrolada e sem habilidade. É também cada um por si. Ninguém toma a iniciativa de ajudar o outro. Aliás existem muitas divergências relacionadas a problemas do trabalho e também diferenças de valores pessoais. Em alguns casos essas divergências e problemas de relacionamentos são manifestadas, nos outros casos são mascaradas por razões políticas. Há muito fingimento. Faz-se de conta que está tudo bem.
Equipe: existe uma transparência muito grande entre todos. Ninguém esconde o jogo. Cada um sabe o que o outro pensa e sente sobre os assuntos do trabalho. Mas tudo de forma muito construtiva! Além disso, o nível de mútua colaboração é ótimo. Trabalham realmente em um time. Cada um pode contar com o outro que espontaneamente e prazerosamente se dispõe a dar o apoio e ajuda quando necessário”.
Relacionamento: “As áreas e grupos de trabalho são às vezes verdadeiros feudos umas em relação às outras. Panelinhas, grupos fechados não faltam. E o conhecimento interpessoal? Embora trabalhando juntas há muito tempo, as pessoas se conhecem superficialmente e não se sentem umas as outras, correndo o risco de se julgarem e interpretarem mal. Julgam-se pelas aparências de forma negativa sem perceber e entender os problemas e dificuldades pessoais que os colegas enfrentam ou tiveram que enfrentar no passado deixando marcas (...)”.
A Finlândia consegue ter os alunos mais bem preparados do mundo com medidas simples e ênfase na preparação dos professores.
¨A exigência com os professores é alta e a carreira, concorrida
O vestibular para ser professor é um dos mais disputados do país. Apenas 10% dos candidatos são aprovados. Exceto na pré-escola, o mestrado é pré-requisito para lecionar.
¨A mesma qualidade para todos
A discrepância no desempenho entre as escolas do país é a menor do mundo. O governo mantém um sistema sigiloso de avaliação das escolas (99% são públicas) e os diretores são informados sobre o desempenho delas.
¨Os piores alunos não são deixados para trás
Dois em cada dez estudantes recebem aulas de reforço. Por causa disso, os índices de repetência são baixíssimos.
¨Currículo variado
Além das matérias básicas, há aulas de ecologia, ética, musica, artes e economia doméstica. O ensino de duas línguas estrangeiras é obrigatório, mas, se o aluno quiser, pode aprender outras duas.
¨Os alunos devem ter prazer em ficar na escola
Os diretores e professores são responsáveis por criar um ambiente agradável para os estudantes, a carga horária não é excessiva e, a partir da 7ª série, os alunos são livres para escolher algumas disciplinas com as quais têm mais afinidade.
"...A educação de qualidade foi essencial para uma virada na economia finlandesa. A mão-de-obra qualificada permitiu que a eletrônica substituísse a madeira e o papel como principais produtos de exportação. A Finlândia tem hoje o terceiro maior investimento em pesquisa e desenvolvimento do planeta, grande parte feita por empresas privadas. Uma antiga fábrica de papéis e de botas de borracha do interior do país foi o símbolo dessa transformação. A empresa, Nokia, hoje é a maior fabricante mundial de celulares, com 40% do mercado internacional. Juntos, ela e o sistema educacional são os dois maiores orgulhos dos finlandeses...."
18/02/2008 16:39h - A competitividade no mercado de trabalho tem seus sintomas, e um deles é o grupo de profissionais com diploma na mão que ocupam cargos de nível médio. De acordo com a consultora de recursos humanos da Catho Online, Gláucia Costa, isso acontece muito, por vários motivos.
O primeiro é a falta de foco do próprio profissional. Exemplo: durante a faculdade, ele trabalha em uma empresa que oferece inúmeras vantagens em termos de remuneração e crescimento, porém o que faz nada tem a ver com a área de formação. Por comodismo e medo de arriscar, ele não muda de emprego. Conclusão: o diploma é esquecido na gaveta.
"Às vezes, mudar de emprego e começar a carreira na área de formação implica a regressão salarial e no nível hierárquico. As pessoas optam pela estabilidade, porque têm medo de buscar o novo, têm medo do incerto", analisa Gláucia, que aposta no planejamento de carreira antes do término da faculdade, para que isso não aconteça.
Na área errada sem querer:: Outra razão que leva profissionais a não usar o diploma é a postura das empresas. "Como o estagiário é visto por algumas organizações como mão-de-obra barata, muitos universitários são contratados para desenvolver atividades que não estão diretamente ligadas à área de formação, muitas vezes em âmbito administrativo. E o pior é que eles dificilmente podem migrar de posto dentro da empresa."
Além disso, existem os diplomados que simplesmente não encontram trabalho. Estamos falando de setores como o administrativo, o financeiro, o de saúde, o publicitário e o de relações internacionais, em que o número de vagas que abrem é limitado, havendo alto nível de competitividade. Nesses casos, a escolha de uma universidade pouco respeitada pelo mercado pode ser um fator negativo.
Motivação :: Na opinião da consultora da Catho Online, é difícil encontrar satisfação no trabalho, quando não se trabalha com o que gostaria. "Em linhas gerais, dificilmente uma pessoa que não está na área de formação se sentirá motivada no dia-a-dia, uma vez que sabe que tem potencial para fazer muito mais, para agregar mais valor à empresa."
Uma das saídas é encontrar motivação no salário, na estabilidade, enfim, em outros aspectos do trabalho. "Uma pesquisa da Catho indica que o que mais motiva as pessoas é a perspectiva de crescimento. Se alguém tem essa perspectiva, já é um caminho para encontrar satisfação. Outros fatores que motivam é o salário alto e a estabilidade, que também trazem uma cobrança menor por parte dos superiores", explica.
É de suma importância, entretanto, para evitar esse quadro, fazer o planejamento de carreira antes mesmo de terminar a faculdade. Isso significa procurar fazer estágios estratégicos, desenvolvendo atividades diretamente relacionadas ao conteúdo do curso. Para quem quer entrar na área tardiamente, é necessário fazer um planejamento orçamentário, prevendo a queda na remuneração.
Fonte: Mec :: 08/02/2008 15:05h - Brasília, 08/02/2008 – Pelo nome completo, Fernando Antonio Nogueira Pessoa não é conhecido dos grandes públicos. Entretanto, as palavras de Fernando Pessoa, como ficou conhecido o poeta português, volta e meia aparecem em conversas descontraídas. Muitos já ouviram alguém dizer “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, mas não sabem que estas palavras foram escritas por Fernando Pessoa há mais de um século. Nascido em Lisboa em 1888, é considerado um dos maiores poetas de todos os tempos e conquistou admiradores ao redor do mundo.
Se o leitor brasileiro conhece Pessoa por alguns versos célebres, é possível conhecê-lo mais profundamente pelo sítio Domínio Público, que oferece gratuitamente obras de importantes escritores nacionais e estrangeiros. Entregar-se à leitura de seus poemas é ter uma outra visão do mundo. Como em Poema em linha reta, em que expõe sua própria fraqueza e se diz cansado da prepotência humana, arrebatando leitores de todas as classes sociais, etnias e nacionalidades. “Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada / Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.
O contato com a literatura produzida pelo poeta de além-mar evoca sentimentos que o dinheiro não compra. Ainda assim, quem quiser entrar em contato com os pensamentos e divagações de Fernando Pessoa pode fazê-lo sem qualquer custo. No Domínio Público, suas obras aguardam apenas pelo acesso de internautas interessados. O esforço de um clicar de teclas é suficiente para que Pessoa discorra sobre a natureza, o amor e a humanidade.
Utilizar vários heterônimos foi a estratégia do autor para dar voz a vários personagens de si mesmo. Para cada assinatura, uma biografia própria e até mesmo um mapa astral foram criados pelo artista português. Quando assinava como Alberto Caieiro, por exemplo, Pessoa dizia se colocar no lugar de um homem sem profissão e pouco instruído, um poeta da natureza. È sob o heterônimo de Caieiro que o poeta compõe O Guardador de Rebanhos. “Há metafísica bastante em não pensar em nada. / O que penso eu do mundo? / Sei lá o que penso do mundo! / Se eu adoecesse pensaria nisso”. Fernando Pessoa morreu em 1935, aos 47 anos, vítima de problemas hepáticos. Suas poesias e as obras de muitos outros autores estão disponíveis, gratuitamente, no Domínio Público. www.dominiopublico.gov.br
"Devemos alfabetizar as crianças pobres com o mesmo respeito e empenho com o qual alfabetizamos as ricas mas nem sempre usando as mesmas metodologias.
As crianças mais beneficiadas economicamente possuem mais acesso a livros, internet etc e isso faz com que elas apresentem maior "facilidade" no aprendizado. Já as mais carentes muitas vezes não tem nem ajuda em casa pois em vários casos os pais são semi- analfabetos. A primeira coisa a fazer é respeitar o mundo em que vivem essas crianças e aproveitá-lo nas aulas. Exemplificando: se é uma comunidade funkeira pode-se aproveitar esse estilo de música para trabalhar Lingua Portuguesa, Matemática, Pluralidade Cultural e no caso de adolescentes até a Educação Sexual. Cabe ao professor encontrar o melhor "
Num mercado cada vez mais competitivo, temos de nos assegurar que estaremos fazendo a escolha certa..."
Minha opinião - 02 fev 2008: O Curso Superior que mais dá dinheiro e facilita o enriquecimento é aquele que vc fizer com muito amor, carinho, dedicação e estiver bem preparado para desempenhá-lo. O resto é conseqüência. Não é o curso que te enriquece mas, a sua capacidade e habilidade em executar as tarefas que ele exige.
Conheço pessoas que nunca fizeram curso superior, até nem curso médio e, hoje são riquíssimos. Exemplo: Antonio Hermírio de Morais, Bill Gates, Silvio Santos, David "o camelô" (ganha 15 mil por uma palestra 40 minutos). Quer mais exemplos??
O que enriquece é o poder de inovação e criatividade da pessoa, a determinação, a disciplina, maturidade, a vivência. Curso é apenas um complemento exigido pelo mercado competitivo, às vezes até dispensável para quem não sabe utilizá-lo. >`´<
"É a mais pura verdade! Cada pessoa com que interagimos nos ensina alguma coisa, acrescenta algo ( portanto nos ajuda neste processo de libertação ) Mesmo se não tivermos consciência, mesmo assim estaremos nos aproximando mais do verdadeiro "eu".. Tenho esta consciência ..."
25 outubro 2006 - Antes de cobrar, o professor tem que se valorizar e não ficar esperando pelo Gov. Tem que fazer a parte que não fazem como profissionais. As escolas recebem várias ofertas de cursos promocionais de atualização gratuitos ou financiados pela instituição e ninguém quer ir - ficam no empurra-empurra. Muitos desses professores e professoras, de Educ infantil e do ensino fundamental, mal sabem ler e escrever, além de abominar a informática. Como podem reivindicar valor e respeito? Conheço escolas que estão com o lab. de informática abandonado - outros por fechar - porque nenhuma professora ou professor se habilita, por não ser de interesse pe$$oal.
O que dizer de uma categoria que não batalha por um órgão de aconselhamento ou uma associação?? Não temos nenhum tipo de apoio, orientação e proteção à classe, sabia? A Pedagogia é órfã em todos os sentidos por falta de união de seus próprios membros. Fundar mecanismos de proteção à classe profissional não é função nem de interesse governamental.
Todos os profissionais evoluem. Só os professores estão sempre na mesmice. É inconcebível que em era de avanço tecnológico, algumas ainda sintam saudades do "Caminho Suave". É um absurdo que li aqui mesmo no YR. Isso nada tem a ver com Gov. Tem a ver com mentalidade e acomodação de cada um. Ainda existe o quadro-de-giz por que, se tantas professoras e professores sofrem de alergia devido ao pó?? Tem certeza que é por causa do Gov.? Alguém já questionou isso? (eu sei, mas não é caso agora.)
Se trabalham como "tios e tias" só podem ser tratados como tais. "Tios e tias" não precisam ser bem pagos: um agradinho está bom. "É um prazer!" E prazer não se remunera. Não é assim que muitas "ditas" professoras fazem questão de ser tratadas? Algumas chegam a dizer que choram quando chega o final do ano pela separação de seus "sobrinhos". Isso é carência pessoal! Deveriam chorar pela emoção do dever social e profissional cumprido. Afetividade cabe em qualquer profissão - tem que se amar o indivíduo como parte da sociedade e não como familiar com sentimentalismo piegas.
Então ... Enquanto forem "parentes" deveram se contentar com ninharias, agradinhos. Para cuidar nem precisam gastar com faculdade porque não têm aproveitado o que lá é ensinado. A educação formal exige muito mais que "cuidar": precisa de técnica, arte, ciência, profissionalismo, seriedade. Quando abandonarem o pieguismo e o "parentesco", aí sim, saberão reivindicar seus direitos como profissionais de qualidade e terão direito a eles.
Não estamos no tempo em que Getúlio Vargas mandava queimar os livros para impedir que o conhecimento chegasse a todos. Estamos sim, “deitados no berço esplêndido da 'ditadura do comodismo e da irresponsabilidade'” , hoje, sinônimo, de indolência, de individualismo, do "laissez faire" (deixa rolar) pois, com acesso livre ao conhecimento e Governos tão democráticos, liberais e flexíveis como esses que temos tido, o professor poderia fazer maravilhas, se quisesse mostrar o seu valor. Falar que o Gov quer ignorantes, é herança de mentalidade retrógrada e muito comodismo por parte de professores que se fazem de vítimas sabendo que não é assim.
A Educação é setor de grande importância e respeito e não um refúgio de donas-de-casa como vem acontecendo. Precisa ser levada a sério com estudo, pesquisas, dedicação e não se contentar em apenas "papagaiar" Paulo Freire sem nem ao menos saber interpretar o que ele diz. Bons profissionais existem, entretanto não são vistos a olho nu porque estão encobertos por aqueles que mamam na teta do Gov, cheios de má-vontade. Os realmente responsáveis pelo futuro do país migram para escolas particulares, empresas ou Ongs - locais onde há PROFISSIONAIS com RESPONSABILIDADE SOCIAL, PARTICIPAÇÃO E COMPROMETIMENTO; onde são reconhecidos porque realmente trabalham.
A escola não precisa de "mães" nem de "tias" mas, de profissionais competentes. Quando o novato ou novata chega à escola com sugestões modernas e práticas, o veterano (literalmente de braços cruzados) manda esquecer e se adaptar à situação vigente de marasmo e mesmice. E isso não acontece somente em uma ou outra escola de rede, mas em muitas delas. Essa é a mentalidade do professor brasileiro de rede pública que, além de se desvalorizar, leva junto o próprio colega.
Numa sociedade, cada um deve fazer a sua parte. Na comunidade educacional, o governo deve fazer 100% do que lhe é atribuído, os pais 100%, os alunos 100% e os professores 100%. Como estamos falando em professores, estes não têm feito a sua parte. Um professor para ser valorizado só precisa conhecer bem o conteúdo a ser ensinado e ter a quem ensinar. Se o trabalho for de qualidade, a própria sociedade se mobilizaria em favor. O resultado desse trabalho - seja positivo ou negativo - se reflete em cada casa, no seio de cada família. Então, como defender profissionais que não se preocupam com a sua função? Salário baixo não é justificativa. Se assim fosse, não haveria mais nenhuma escola de Pedagogia ou ninguém mais participaria de concursos para professores. Esse negócio de dizer que ama o que faz com pieguice não corresponde a Paulo Freire. Vejo como uma ocupação cômoda e que, certamente, deve beneficiar de alguma forma tanto o gov como professores. Os “trocadinhos” recebidos correspondem aos estragos que vemos. O profissional que valoriza sua profissão briga por ela. Os professores não exigem do governo por não terem o que barganhar que é a qualidade profissional. Veja as outras classes/categorias como são organizadas e dinâmicas.
As primeiras providências contributivas do Governo para melhoria da Educação nacional devem ser: :: aumento da carga horária da Língua Portuguesa, enfatizando "Leitura e Interpretação de textos" :: exigência de obrigatoriedade do ensino de Informática no Curso Superior Normal e de Pedagogia - como disciplina reprovatória.
P.S. O professor e a professora como profissionais responsáveis são autoridades formal do saber: não são pai nem mãe. Não confundir com "familiarismo genético" que era (e ainda é) usado como estratégia para se manter o respeito entre o professor e o aluno. Esse conceito não deveria existir mais. É justamente essa mentalidade cômoda e fantasiosa que deve ser abolida.
Os tempos e os valores são outros: o aluno deve respeitar o professor como autoridade do ensino, como pessoa, ser humano e profissional e, não por uma questão "sanguínea". O professor deve ver o aluno como um ser social e não como um familiar. Se não for parente não se respeita??!! Cada um na sua função e no seu papel.
Quem tem que ditar a ordem são os donos do saber. Eles que têm que modificar a mentalidade dos governantes utilizando as ferramentas do conhecimento - arma de poder eficaz. Como afirmar que é desejo do Gov esse tipo de situação se não há tentativas de melhora por parte da classe? Tudo balela, justificativa cômoda, além de inaceitável porque quem manda é o povo e, na Educação, nesse caso, o povo é representada pela VOZ DO PROFESSOR.
A exemplo de outros movimentos de arte, sem-terra, agricultores, industriais, cineastas - quando foi que um grupo significativo de professores foi à Brasília reivindicar qualidade no ensino (e não salário), hein? Vc se lembra??? Eu não!!